Por: Vanessa Candia.
Prof. Historiadora e Arqueóloga.
Me. Cultura Africana.
Esp. Fósseis, Dinossauros, Múmias e Piratas.
As Invasões dos Povos Bárbaros.
No início do século VIII até o IX, a violência era através dos invasores vikings e outros povos bárbaros. Os vikings construíram embarcações e dominaram a navegação, faziam pirataria e invasões a igrejas, matando padres e outros sacerdotes. Os húngaros foram cavaleiros tribais que ameaçavam os camponeses. Os árabes entraram na Península Ibérica e dominaram a região e se expandiram.
A Dinastia Merovíngia.
Os
merovíngios formaram uma dinastia dos francos na região onde era a Gália,
atualmente a França, a Bélgica e parte da Alemanha e da Suíça. A Dinastia
Merovíngia governou do século V ao séc. VIII. Tiveram características de
desorganizados e enfraquecidos. Os habitantes tinham medo, era muita
insegurança. Ocorriam muitas lutas internas e violência militar. Viviam uma
crise social por causa da economia. A riqueza era a terra e os ricos eram os
grandes proprietários de terras e do cultivo. A realeza não tinha dinheiro para
nada. Sofriam de instabilidade. A aristocracia agrária afastou-se do estado e
criou uma instituição pessoal.
Surgiram as CLIENTELAS armadas, uma instituição de guerreiros armados e privados que serviam a autoridade de seus senhores. Os BUCELARIS eram guerreiros privados dos imperadores, que desconfiavam de seus exércitos. O COMITATUS era um bando guerreiro e fiel ao chefe militar na cultura germânica. O primeiro elemento contribuinte para o feudalismo, com laços de dependência social. O segundo elemento era a realeza buscando apoio junto aos senhores com a clientela armada. A PRECATÓRIA, era a elevação social dos vassalos. A doação de terras, pela monarquia, atraiu a aristocracia agrária.
A Dinastia Carolíngia.
A Dinastia Carolíngia sucedeu a Dinastia Merovíngia. O Império Carolíngio foi governado pelos reis francos a partir de 751 e governado pelos reis lombardos na Itália a partir de 774. Ocorreu a difusão das relações feudo vassálicas. Os reis tinham que contar com a clientela armada (guerreiros privados da nobreza), para proteger os reinos e as populações locais. Nasce outra instituição do feudalismo, o benefício (homens que trabalham e se devotam a um rei, que os beneficia dando lhes terras).
O Feudo.
A origem do feudo, ocorre na difusão da vassalidade, na doação de benefícios, na fusão da vassalagem dependente de outro homem comum numa época de enfraquecimento de estado. O feudo é um bem, na medida de riqueza, é a terra que desenvolve a economia monetária. O tipo de feudo é a renda que desenvolve por trás da circulação de moeda, pois quando não se pode ter terras, dão cargos públicos como um feudo.
A idade média será marcada por duas realidades distintas que hora são forçadas e hora enfraquecidas, o universalismo e o localismo. O universalismo espiritual é comandado pelo Papa e o universalismo temporal é comandado pelo imperador. O Papa tem uma religião universal que é o cristianismo. O imperador tem a autoridade política sobre os territórios. No localismo a sociedade é estruturada e voltada para si. A localidade com autonomia é composta do social, político e econômico.
O feudalismo é implantado através do contrato feudo vassálico que estabelece uma hierarquia social e política entre os senhores e os vassalos. O contrato feudo vassálico tem 3 fases: a homenagem, a fidelidade e a investidura. Ocorre um rito de cerimônia pública com o senhor, o vassalo e membros da corte real. Importantes características da sociedade feudal regulada por ritos, símbolos, palavras e gestos. O contrato feudo vassálico vai fazer parte desse sistema cultural, dessa institucionalização de costumes, por isso será um contrato gestual, verbal e simbólico. A Instituição feudo vassálica é o elemento e a forma de como é realizado.
O simbolismo é a sociedade religiosa, estruturada pelo cristianismo, dado pela igreja católica. Ela consagra reis. Ela é fundamental para legitimar a relação social: palavra, gesto e objetos.
O Senhorio ou Senhor.
Geralmente era um homem mais velho, um pai simbólico, um
nutridor que vai garantir o sustento, a proteção e a terra do vassalo.
O Vassalo.
É um filho simbólico, não biológico que deve obediência e
fidelidade ao seu senhor.
O Contrato Feudo Vassálico.
Visto como a entrada de um indivíduo, numa família artificial
com grau de parentesco simbólico. A vassalagem cria mecanismos artificiais de sociabilidade doméstica. A relação do contrato supre as deficiências das próprias estruturas familiares e biológicas de linhagem. O senhor como pai nutridor representa o patrono, o doador de bens materiais e também aquele que assegura o reconhecimento do vassalo na estrutura social. Numa sociedade em que os laços de integração, não passam pelo direito público, nem do estado. A vassalagem demarca a importância de uma nova integração social. Que se dá através do desenvolvimento das relações pessoais de homem a homem. Neste sentido, a feudalidade representa o avanço do mundo privado sobre tais condições. É uma espécie de grandes famílias e através disso, se estabeleceu relações de dependência. A forma de relacionamento é a dependência
social. Ocorre a obrigação e o dever do vassalo para com o senhor que é feito
no ato da homenagem. Através
do contrato feudo vassálico é que se estabelece a hierarquia social e política
entre senhores e vassalos. O contrato implica em reciprocidade, estabelece uma
relação social firmada em direitos e deveres, envolvendo as partes
contratantes: senhores e vassalos. Este contrato é composto de 3 fases ou
atos fundamentais para selar a reciprocidade. São: a homenagem, a fé ou
fidelidade e a investidura. Esses 3 atos fazem parte de uma cerimônia pública
onde estão presentes os vassalos, seus senhores e outros elementos da corte
feudal. O contrato está inserido num sistema cultural, onde palavras, gestos e
símbolos representam a institucionalização de costumes. As obrigações e deveres dos vassalos são para com o seu Senhor. A sociedade feudal é
regulada por rituais, símbolos, palavras e o contrato feudo vassálico. A
sociedade cria a vassalagem, através de um ritual simbólico e de um ato
jurídico e escrito. O contrato escrito é o diploma de homenagem. A
sociedade feudal é religiosa e marcante na estrutura e nos privilégios do
cristianismo. Nesta época, havia o ritual de cerimônia de consagração dos reis,
feito pela igreja, se não ele não é rei, justificado na Bíblia. Alguns objetos
e gestos são simbólicos e necessários para o reconhecimento social, como por
exemplo o bastão e a coroa. Um dos elementos importantes da vassalagem é a
forma como ele é realizado.
O contrato de vassalagem é como um ritual. O 1ª ato é a homenagem e fé como um todo. É um ato gerador de obrigações. Consiste em um homem livre, sem armas, com a cabeça descoberta se coloca na frente de um senhor para lhe prestar a dita homenagem. Ele na posição de humildade entrega as suas mãos e coloca nas mãos do senhor. O senhor coloca as suas mãos sobre as mãos do vassalo. O ritual das mãos significa a entrega de um homem a outro. O vassalo pode se declarar em palavras dizendo “eu me entrego a proteção e a vontade do Senhor (nome do senhor). Volo é a declaração de vontade feita por um homem livre que se entrega a um sr. E ele aceita. Vassalo significa homem de seu senhor. Ocorre uma declaração de vontade. O senhor aceita e reconhece o seu homem. O 2º ato é o juramento de fidelidade. O vassalo se ergue e fica em pé, num plano igual ao do senhor. O vassalo estende a mão direita e faz um juramento de fidelidade e promete que será fiel até a morte. Este juramento é acompanhado de um objeto simbólico que pode ser, sobre a bíblia, uma relíquia de um santo, etc. O 3º ato é a investidura. É o momento que o sr. Vai investir no vassalo, simbolicamente em um bem. Um punhado de terra, significa que vai ganhar uma terra. Um bastão significa que vai ganhar um título, ou poder em algo, um cargo. Um pedaço de terra simboliza que é o poder, um título, um raminho, que é a terra que gera um território.
O beijo, faz parte de um ritual
vassálico hispânico. Em algumas cerimônias, onde o vassalo e o senhor se
beijam. Na Espanha, ocorre o beijo em mãos. O vassalo beija a mão do senhor. O
beijo é um elemento gestual importante, de aproximação física, de fidelidade,
dá sentido de igualdade, cria um laço de amizade, ato de elo social, liga 2
indivíduos, também chamado de osculum na Idade Média. Além da subordinação,
esses elementos reforçam a submissão, e a hierarquia. A fidelidade é o momento
de igualdade. A investidura é o momento da reciprocidade. Embora o contrato
feudo vassálico seja de desigualdade, igualdade e reciprocidade. A desigualdade
é visto na homenagem porque entra na relação de dependência. A igualdade é o
momento do juramento, da fidelidade. A reciprocidade é o momento de recebimento
do feudo. Há uma relação de dependência. A vassalagem é uma instituição que
fundamenta a feudalização e o significado maior é que cria a subordinação.
FULBERT DE CHARTHES - um bispo da igreja da França, no século XI, por volta de 1020, definiu algumas obrigações fundamentais de vassalagem. as obrigações e deveres foram definidas em obrigações positivas e negativas.
A Obrigação Negativa do Contrato Feudo Vassálico.
É que o vassalo não pode fazer mal ao senhor. O vassalo tem que
manter o senhor são e salvo, ou mantê-lo vivo. O vassalo tem que manter o laço
seguro com o senhor, não contar segredos do castelo e garantir a segurança do
senhor. O vassalo tem que ser útil e honesto, não trazendo prejuízos para o
senhor. O vassalo tem o dever de abster-se a fazer o mal, pois jurou fidelidade ao Senhor e deve respeitar certos preceitos. Segundo o bispo, 6 palavras definem a obrigação negativa: são e salvo, seguro, honesto, útil, fácil e possível. São e salvo, significa manter o senhor seguro e vivo. Seguro, manter o senhor em segurança, não contar segredos do castelo, para garantir a segurança. Útil, o vassalo deve ser útil, não trazer prejuízos materiais para o senhor. Honesto, não causar prejuízos, nem prejudicar os direitos de justiça que ele detém. Fácil e possível, os vassalos devem estar sempre prontos para os serviços do senhor. O mais importante é o serviço militar.
As Obrigações Positivas do Contrato Feudo Vassálico.
O vassalo deve sempre fazer o bem e abster-se de fazer algo mau.
Os tipos de serviço da vassalagem são: o CONSILIUM e o AUXILIUM. O conselho diz
que o vassalo tem que ir a corte para ajudar o seu senhor na manutenção da
ordem política, administrativa e jurídica. Ele tem que ir 2 ou 3 vezes a corte para ajudar o seu senhor. Ele também tem que dar ou apresentar
opiniões ao senhor. Dar apoio e assessorar o senhor. O senhor convoca os vassalos para ajudar nos julgamentos. A justiça feudal é corporativa feita pelos pares. O homem inferior nunca pode julgar o superior. É uma justiça feita a partir de grupos dominantes, sendo que a corte feudal é presidida pelo senhor ou suzerano. Ajuda nas regiões controladas pelo senhor. O concílio é o serviço de corte que auxilia na justiça e o
senhor pode convocar os vassalos para auxiliarem nos julgamentos. Como ruptura
tem a felonia ou a vontade própria, que pode ser do senhor ou do vassalo.
Felonia.
É a traição. O principal elemento de quebra do contrato é a
traição. A traição é um crime, perde-se o que se ganhou. O vassalo devolve o
que ganhou. São julgados pela corte feudal com pena de perder as mãos.
O Direito Feudal é caracterizado por ser múltiplo e cada região
segue os seus costumes. O Direito Consuetudinário é baseado nos costumes e
tradições locais. O Direito da Oralidade não é escrito. A lei é mantida pela tradição cultuada pelos antepassados. A Idade Média também teve o primeiro direito escrito, de regalia, sorrindo da realeza, porém na época feudal predomina tais concessões jurídicas localistas e baseadas na tradição oral e bons costumes que reforçam o poder do senhor e da vassalagem, que as cortes não iam legislar para outros e sim somente a seu favor. O Direito escrito é
visto como uma regalia, saído da realeza. Os assuntos na corte geralmente eram
declaração de guerra ou acordos de paz. O AUXILIUM é um dos principais serviços
da vassalagem e também um dever militar, um auxílio militar. O serviço militar
poderia ser feito de algumas maneiras e limitado a alguns dias do ano. A busca de guerreiros armados é que o senhor reforça o seu poder em síntese a obrigação máxima. A
quarentena, limitado a períodos de conflitos e guerras privadas ou
permanentemente no castelo para vigiar. A guerra medieval é baseada na
cavalaria e tem regras de comportamento e envolve resgates para conseguir
dinheiro. Os temas das cortes feudais eram: a declaração de guerra, tratados de purificação e sobretudo os compromissos feudo vassálicos, tanto o senhor como o vassalo estavam cumprindo as obrigações decorrentes do contrato. A felonia era crime.
O Auxilio Econômico do Contrato Feudo Vassálico.
É uma contribuição que o vassalo deve fazer para o seu senhor,
essa contribuição tem que ser material e tem 4 tipos de auxilio econômico.
1 – o vassalo deve prestar ajuda econômica nos casos de resgate
do sequestro do senhor. Quando acontece isso os vassalos se reúnem para juntar
o dinheiro do pagamento do resgate.
2 – quando ocorre a cerimônia de ordenamento de um filho do
senhor. Quando este se torna cavaleiro.
3 – contribuir numa festa. Geralmente quando a filha mais velha
do senhor se casa, o vassalo deve contribuir para a festa.
4 – a cada partida do cruzado. Os vassalos contribuem para a
viagem dos cruzados.
As Obrigações do Senhor para com o Vassalo.
São: Manter a saúde e o corpo do vassalo. Senhores ricos, vestem
bem os seus vassalos. Convidar os vassalos para comer na mesma refeição e na
mesa junto do senhor. Convidar os vassalos para as festas no castelo. Proteger
os vassalos como se fossem filhos. Se um vassalo morre, o filho mais velho
deste é encomendado para uma cerimônia de homenagem. Se o filho for menor,
esperam a maioridade dele para receber o feudo e fazer a cerimônia. Se for uma
filha mulher, recomenda-se um casamento e o marido atuará como vassalo, porque ela
não pode ser um vassalo.
A Reenfeudação ou Sucessão Feudal.
É o aspecto da sucessão feudal. A cada troca necessita-se de uma
nova homenagem e nova investidura em alguns lugares ainda paga-se uma renda de
mutação, porque ocorre uma mudança no contrato.
JUAN MANUEL – escritor nobre castelhano, viveu na Espanha do
século XIV e escreveu a obra “O Livro Infinito”, onde apresenta relações com o
filho que vai gerir o patrimônio da família. O autor aconselha o filho e
preocupa-se com o respeito ao contrato. Os senhores vão garantindo a sucessão
aos filhos do vassalo. Ocorre um fortalecimento dos laços de fidelidade
pessoal. Quanto mais filhos os vassalos tiverem, mais poderes terão. Quando
morre um senhor, ocorre uma herança hereditária, ou seja, este feudo vai para o
pai do senhor ou para o filho do senhor. Mantendo os mesmos vassalos na
família, isso é uma vantagem porque já se conhecem os vassalos e os familiares
do senhor. Existe amizade quando os vassalos passam de geração para geração.
Porque existe uma preocupação com a confiança tanto dos senhores quanto dos
vassalos. O tempo assegura a fidelidade e isso é um costume. A guerra privada
evidencia a fragilidade de um sistema político e social baseado nas relações de
dependência pessoal.
A Mulher na questão da Vassalagem.
Em algumas regiões, pode herdar o feudo, mas não passa pelo
ritual de vassalagem. Ela tem que ser representada por um tutor ou marido, de
escolha do Sr. O casamento é poder e a mulher é gerida por um marido ou irmão
mais velho. A mulher para casar precisa ter um dote ou ser um partido que
agrade a todos os parentes. A mulher pode casar com o senhor feudal, em algumas
regiões. As viúvas vão para os mosteiros, ou recebem ajuda da sogra para
gerenciar um castelo.
MARC BLOCH – dizia que o contrato fortalece o poder político e
social. Para ele o feudalismo é um tipo de sociedade. É uma forma econômica com
uma mentalidade de conceber o mundo. Estuda a mentalidade e tenta ver a
globalidade da sociedade. Fez um estudo sobre as relações dos grupos. Na obra
“sociedade feudal” de 1940, ele divide a idade média em 2 períodos: a 1ª idade
feudal como uma época de pressão econômica e retratação das atividades
produtivas. Do século IX até 1100, ocorre a crise do império carolíngio, uma
época de invasões, ocorre também a ruralização e a desorganização econômica,
política e social. A 2ª idade feudal, é uma época de expansão e compreende os
anos 1100 a 1300, expansão das atividades econômicas, aumento da população,
aparecem novas técnicas agrícolas, ampliação das áreas de cultivo. Ele diz que
é a época da evolução econômica, expansão da produtividade e a possibilidade da
venda desses produtos, ocorre o renascimento urbano das cidades e a economia
agrária é fundamental para a evolução comercial.
DUBY – analisa a Idade Média feudal como uma pirâmide com 3
partes, ou 3 ordens: os oradores: o clero, a igreja, os sacerdotes em geral com
a função religiosa, conexão com o mundo espiritual; os belatores que são os
guerreiros com a função militar, homens dos cavalos, com o poder da força, com
a missão de ordenar a sociedade e proteger a igreja e por último os
trabalhadores, camponeses da força braçal, o esforço e o sacrifício que
garantem a sobrevivência. São pecadores por isso precisam trabalhar. Da mesma
escola de Marc Bloch, estudou as regiões francesas e fez uma análise. A unidade
de produção vai dar base a instituição feudo-vassálica. A base será o senhorio.
Para ele, a relação de dominação econômica, existe em etapas estruturais da
feudalidade. A idade média central é caracterizada por um isolamento rural,
regiões distantes significando uma crise política. Na 2ª fase da expansão, para
ele ocorre um aumento das vendas, maior produção de cereais, invenções
técnicas. Na época medieval, ou de Carlos Magno, existe uma ordem onde primeiro
vem o Rei, que governa com representantes da realeza. O duque é uma autoridade
pública com poderes monárquicos, como o domínio da justiça, militar e em nome
da monarquia, em alguns lugares, tem os condes, que podem superar os duques,
mas tem as mesmas funções. Depois vem os marqueses, que controlam as marcas, as
fronteiras carolíngias. Depois vem os viscondes, ou vice do conde, tudo numa
cadeia hierárquica. Depois do ano 1000, Duby, diz que mudou. O duque
personalizou o poder, agiu em prol dos seus interesses. Duque, conde,
marqueses, alcaides, usurparam o que era público e privatizaram para o seu lado
os interesses e deixaram o rei mais fraco. Pouco ficou sendo feito no nome do
rei. Os ducados, dividiam-se entre guerreiros e conseguiram autonomia, mas
precisavam de vassalos para trabalharem nas terras e fortalecerem-nas. Quando
há o enfraquecimento dos duques, a cadeia vai para o alcaide. Os alcaides,
chegam mais próximos a população, com isso em várias regiões, os alcaides,
tornam-se oficiais com pequenas fortalezas e seus guerreiros cuidando dos seus
camponeses. Para Duby, ocorre uma pulverização do poder público. Os alcaides
tem o poder de vigiar, fiscalizar e comandar as terras que contém vassalos.
Oprimem os camponeses por que estão mais perto deles. Período que o feudalismo
vive da produção agrária.
Os autores em geral colocam que Carlos Magno, naquela época
queria governar os pequenos através dos seus grandes. A realeza não tinha
contrato com o povo e teria que usar a cadeia hierárquica para isso. Duas
instituições contribuíram para o esfacelamento do poder: a imunidade e o bannum
bam. A imunidade dava a isenção de pagar ou fazer algo, como por exemplo, o rei
dava a imunidade a alguns territórios. Para as igrejas por exemplo, não pagavam
impostos, nem tributos sobre a terra. Ban quer dizer poder de comandar, de
punir e de fiscalizar. Bannum é um símbolo de autoridade política. Sobre os
carolíngios, esse poder era do rei, uma função real para garantir paz, ordem e
ajustiça do reino. Primeiramente esse poder foi do rei, depois foi dos seus
representantes: condes, duques, marqueses. Quando ocorre o enfraquecimento,
eles começam a construir castelos e fortalezas para garantir a autonomia de
poder. As castelanias ocorre quando o poder está fragmentado entre os alcaides
e senhores e estes vivem em castelos e fortalezas, vive da produção
agrária.
Tipos de Fidelidade.
Um vassalo pode ligar-se a mais de um senhor, mas o primeiro
sempre será a prioridade. Um senhor pode se ligar a mais de um vassalo. Isso
tudo leva a pulverização do estado e da propriedade. A homenagem legítima é
exclusividade de um senhor.
GANSHOF – analisa estruturas do direito, dizia que existia um
feudalismo em formação, um feudalismo das instituições, uma vassalagem, uma
investidura, um contrato e um feudo.
GUY FOURQUIM diz que GANSHOF, escolheu esse período porque, para
ele as instituições foram onde desenvolveram a mais intensa. Na França,
Alemanha e regiões de dominação carolíngia, identificou-se nos séculos IX a
1300, uma certa unidade de construção de sistema feudal.
GANSHOF, estudou bem as relações de dependência pessoal e os
contratos feudo-vassálicos.
FOURQUIM – diz que é o apogeu da sociedade feudal, sujeição dos
alcaides, reincorporação dos poderes públicos. Reconstituição lenta da realeza,
principalmente na França. Analisa as relações de vassalagem e senhorio e diz
que foram diferentes na construção da Idade Média.
A Justiça.
É paga e rende dinheiro, se precisar mandar punir, pagam, tudo é
pago, rende até bens dependendo da multa.
Alódio.
Na Alemanha, ocorre uma instituição chamada de alódio. É uma
terra com proprietário independente, sem ligação de dependência ocorrida no
feudalismo. A pessoa para usar a terra tinha que ganhar o dinheiro pelo
usufruto ou por obrigações que terá que cumprir: militar, econômica, etc. Os
alódios eram camponeses proprietários independentes de suas terras, sem obrigações
com alguém. Nesses locais não ocorre a feudalização porque não tem relação d
dependência. Tinham alódios no sul da França, algumas regiões da Alemanha e da
Itália.
Na Inglaterra, desenvolveu-se relações de dependência pessoal,
ruralização econômica e sistema agrário. Aspectos salientados por diversos
autores: Marc Bloch, Le Goff, Fourquim. A feudalização ocorre dos sistemas
econômico, social e jurídico, imposto pela conquista normanda em 1666. Ocorre
uma crise política interna. Guilherme da Normandia invade a Inglaterra. Sai da
França onde estruturava relações feudo-vassálicas, quando vai a Inglaterra,
implanta o mesmo sistema, para organizar o estado. Espalha o ritual, mas a feudalidade
vai ficar mais centralizada no rei. Os nobres devem prestar fidelidade ao
monarca. Os guerreiros vão receber a terra direto do rei que controla as
relações.
O Senhorio.
Era a etapa de transformações, tem vários sentidos. No político
ele é o domínio sobre a terra, no econômico ele é a unidade de produção feudal.
Representa um período importante de transformações na economia medieval. O
senhorio tem a propriedade eminente e os camponeses temo usufruto.
Caracteriza-se e divide-se em:
Senhorio Fundiário.
Conjunto de propriedade de terras que o senhor explora.
Explorações concedidas mediante o usufruto ao campesinato. A estrutura do
senhorio divide-se em:
Reserva Senhorial.
Era a parte do senhor 30% ou 40% da área total do senhorio, onde
fica o castelo com a família e empregados. Tem depósito para produtos
agrícolas, oficinas artesanais, local para o gado, jardim, pomar, horta
familiar, viticultura (vinhedos) que é uma importante economia feudal. Os
produtos cultivados eram: cereais, trigo, centeio, aveia, uvas, etc.
Terras Comunais.
Terras comuns usadas por senhores e camponeses, o que
complementa as necessidades dos 2. Campo para o gado e bosques para a madeira,
usada para construir móveis e alimentar o fogo. Na floresta colhem produtos
silvestres como mel, frutas e caçam animais, mas o senhor tem uma reserva
especial para sua caça. Nessas terras também ficam o forno comunitário e o
moinho hidráulico.
Parcelas Camponesas ou Tenências.
Eram terras dadas aos camponeses por serviço ou por pagamento.
Formas produtivas das terras, pelas famílias alojadas, pelo senhor.
O Lote Corvéia.
É um sistema de regime de concessão, um trabalho compulsório,
obrigatório. Ocorre quando os camponeses ganham a terra mediante o usufruto. O
camponês tem que trabalhar na reserva do senhor e plantar para o senhor.
Variando entre 2 a 3 dias da semana.
A Renda.
O camponês precisa dar parte do seu produto para o senhor
(pagamento por TALHA), ou pagar em moeda (dinheiro). Exemplo de TALHA: barril
de vinho, ovos, etc. É uma exploração mais suave, mas é uma OBRIGAÇÃO PARA COM
O SENHOR, o camponês para o CENSO ao senhor ou paga a TALHA ao senhor. Se o
camponês quer o filho usando, deverá pagar o direito de mão morta, ou direito
de herança. Se o camponês quer casar, deverá pagar uma taxa.
O Senhorio Banal.
O senhor tem poderes políticos, jurídicos, fiscais e militares.
Tem monopólios, cobra por crimes, cora se tiver comércio na volta do senhorio,
tudo é privatizado, paga-se pedágio, trânsito de feudos, de mercadorias, para
usar o forno, ou moinho, etc. No decorrer do processo, o senhorio vai explorar
por sistema de arrendamento ou meação. O senhor pagará alguém para controlar e
administrar para ele. Fazem acordos. O senhor vive de renda. O senhorio se
torna a força que domina as relações pessoais. Ele é o centro da unidade.
A Ideologia do Clero na Sociedade Feudal da Idade Média.
A sociedade feudal na Idade Média tem uma origem vinculada ao clero
que define ideologicamente as categorias sociais divididas em 3: os sacerdotes,
os guerreiros e os camponeses. Encontrada na Canção de Beócio do rei Alfredo, o
Grande. Visão religiosa para a conexão do celeste com o terrestre. Iniciada na
França, depois na Inglaterra, depois na Península Ibérica (Espanha, Portugal) e
Alemanha.
O Esquema Tripartido Eadmar.
A visão do esquema Tripartido, é um simbolismo animal e
religioso chamado de Eadmar conta uma história. Na natureza temos os carneiros,
os bois e os cães. Carneiros oferecem lã e leite, bois trabalham a terra e os
cães de fendem os carneiros e os bois dos ataques de lobos. Assim são os homens
se cada um cumpre o seu papel, Deus protege a todos. A interpretação disso
conta que os carneiros são sagrados e representam os sacerdotes. O leite é a
palavra de Deus, a oração. A lã, são os bons exemplos que o clero tem para dar.
Os bois sãos os camponeses que trabalham na terra e os cães sãos os militares
que protegemos dois.
A Cavalaria.
Miles, combate montado de cavaleiros com armas. Instituição
influenciada pelos religiosos, relacionada ao sistema cultural e por valores
míticos da força. A origem é a formação guerreira. Guerreiros que juravam votos
de fidelidade e entrega a seus líderes. Uma das origens é germânica.
Selecionavam guerreiros através de vínculos e rituais. No ritual de iniciação germânico, os jovens guerreiros deviam enfrentar provas de resistência a dor e
ao sofrimento. Seguir atributos de força, valentia e glória militar.
Na sociedade Carolíngia, havia o contexto de insegurança. A
cavalaria tinha que garantir a segurança e a paz. Tinha que garantir a defesa
dos territórios europeus ameaçados pela desordem das invasões.
No século X e XI, a sociedade se divide entre a população, o
clero e a cavalaria armada e a cavalaria desarmada. Milis + Cristi, era o
combate do guerreiro cristão pela força, fé e a justiça. Paz de Deus, era uma
lei que limitava a guerra. A instituição que queria pacificar os territórios e
proibir a guerra em alguns locais. Os desarmados não podiam ser atingidos pela
guerra. Proibiam guerras entre as igrejas, santuários, hospitais, orfanatos e
as viúvas. Quem não obedecesse, era excomungado. A trégua de Deus, veio coma
paz de Deus, e limitava as atividades belicosas por tempo determinado.
No século XII, ocorre a exaltação ao guerreiro, santificam o
cavaleiro porque atuam através da espada para defender a fé. O santo pode sérum
guerreiro, como por exemplo: São Miguel, São Jorge, etc. A exaltação de uma
espiritualidade belicosa para a defesa da fé. A necessidade da guerra gera
movimentos importantes como: as Cruzadas, onde o guerreiro santo podia matar.
Matar é pecado, mas matar por motivos cristãos, não é, é uma necessidade que o
mal não se espalhe.
São Jorge.
Importante santo guerreiro, levado nos estandartes das cruzadas.
Patrono da Inglaterra, da Ordem dos Cavaleiros de São Jorge na Itália, na
Catalunha e em Barcelona na Espanha, na Península Ibérica em geral, e na
França. Guerreiro romano do Império de Diocleciano (284 a 305 d.C.),
destacou-se no exército e converteu-se ao cristianismo. Sofreu muito e o
restante são histórias, lendas e mitos, um dos contos diz que domesticou um
dragão. Tido como o Santo das Damas e dos Indefesos.
A Cavalaria no final da Idade Média.
O cavaleiro já está vestido com armadura e capacete que cobre
toda a cabeça para proteger o crânio. O escudo leva o brasão para identificar e
leva um escudeiro para auxiliar no combate e na vestimenta.
Rei Arthur.
Rei bretão que defendeu a Inglaterra contra os germanos. Venceu
os anglo saxões. Virou um mito criado pela cultura céltica. Fizeram poemas e
romances. Criaram Os Cavaleiros da Távola Redonda.
No século XI e XII, surge a literatura dos romances cavaleirescos.
O Épico = manifesta-se nas canções e nas histórias antigas. Os Jograis =
cantavam canções épicas. Eram artistas que guardavam tudo na memória e passavam
de geração para geração. Trovadorismo = eram artistas trovadores que contavam
ou cantavam histórias de trovas, mitos, inventadas para o entretenimento que
quem os assistia.
A Poesia.
Na poesia épica, surgiam os heróis, as ações corajosas de
salvamento, e as virtudes dos guerreiros: bonito, grande, valente, corajoso,
destemido, etc. A poesia lírica exaltava o amor das cortes, dos cavaleiros
pelas suas damas. A poesia trovadoresca contava sobre o amor, os amantes,
louvava a mulher, o sofrimento, a cortesia e o homem sendo vassalo da mulher
por causa do amor.
Século XIII.
Ocorre uma transformação nas condições da sociedade e a
ideologia das 3 ordens muda para ideologia dos 3 estados: 1º estado é
representado pelo clero, 2º estado é a nobreza e o 3º estado são os camponeses,
artesãos, burgueses e comerciantes. A minoria monopoliza a direção espiritual e
a massa ou maioria vive sob sujeição.
As Cidades Medievais.
São alimentadas pela revolução comercial e o movimento de
expansão e transformação econômica. Surgem novos perfis culturais e sociais. Os
mercadores, os burgueses e os intelectuais. Surgem as UNIVERSIDADES. O campo é
o primeiro cenário para a transformação da sociedade. A cidade é o segundo
cenário, pois é alimentada pela produção do campo para a formação. Ocorre a
diminuição das invasões, no século XI, diminui a violência, gerando maiores
possibilidades de cuidar das atividades. Ocorre o desenvolvimento de
procedimentos técnicos na produção. Uso de sistemas de cultivo dividindo a
terra para cereais e outra para outro tipo de produção de alimentos e outra
terra para a produção de animais (agricultura, pecuária, cereais, etc.).
iniciam a rotação de cultivo para descansar a terra e cultivar novamente.
Aumento da produtividade. Melhora na rentabilidade. Buscam novas terras.
Aterram pântanos. Ocorre a expansão da área de cultivo. Ocorre o crescimento
demográfico. As cidades deram condições para o desenvolvimento do comércio. As
cidades são um complexo de interesses e funções sociais, econômicas e
políticas. Existem vários tipos de cidades com organizações diferentes como
centros administrativos, ou políticos, ou religiosos. Algumas cidades tinham
muralhas para defender a população. A cidade vai ter uma função econômica
marcada pelo artesanato e pelo comércio. Nas cidades formam-se ligas
organizadas para fins econômicos. As cidades tiveram que lutar contra bispos,
condes ou duques que eram os donos dessas cidades. Nem todas as cidades
conseguiram autonomia entre as autoridades tradicionais. A administração da
cidade era feita por um conselho, ou colegiado, ou autoridade, ou a assembleia
escolhe um administrador para administrar a cidade, as profissões e a vida d os
moradores.
As Comunas.
Surge o movimento comunal, uma luta pela emancipação das
cidades, contra o controle e o domínio da nobreza eclesiástica. As cidades
buscaram a sua independência. As cidades se organizam em comunas, uma
associação dos habitantes que juram fidelidade entre si e buscam através da
união se libertarem dos poderes. As comunas tinham cartas de reconhecimento de
sua independência, ou cartas de coral, todas essas cartas eram documentos. Os
habitantes queriam o reconhecimento legal. Algumas comunas queriam a via
revolucionária, que era para lutarem com armas. Outro movimento comunal era a
compra, compravam dos nobres o direito de independência política e econômica.
Era a compra da autonomia das cidades. As comunas mais importantes eram as
italianas que lutaram contra os nobres em algumas regiões. Muitas comunas
tiveram o rei como aliado. Outras comunas receberam apoio da realeza. As
comunas desenvolveram um modo de vida baseado na solidariedade.
A Revolução Comercial na Idade
Média.
Surge o Mercado, um local
para trocas, compra e venda de produtos. Originando os mercados locais.
Importante aspecto econômico, junto com as Rotas Terrestres e Marítimas. A
primeira forma de comércio itinerante, não sedentarizado. Inicialmente por
mercadores árabes e judeus ou chamados de mascates, por percorrerem regiões,
levando mercadorias e trazendo de um feudo para o outro, ou de cidades em
cidades. Com pés empoeirados por causa das estradas, usavam burros ou mulas. O
cavalo era caro para usar em transporte. O transporte fluvial se tornou mais
importante que outros meios.
Os Produtos
Comercializados na Idade Média.
Dentre os produtos
estavam: o vinho, o sal, as peles, os cereais como trigo, aveia e o centeio.
Produtos metalúrgicos como o ferro e seus derivados. Artesanato de armas,
ourivesaria e metais mais refinados. Peças para a igreja e desenvolvimento das
artes. No vestuário tinham tecidos, lã, algodão e seda oriental. Os eixos de
comercialização eram: o eixo comercial nórdico e o eixo comercial mediterrâneo.
No mediterrâneo foi onde
estabeleceram as grandes rotas de comércio, nos séculos XI e XII. As cidades
italianas foram as mais desenvolvidas porque tinham mais facilidade para o
deslocamento e a transição com outros locais.
O comércio com a parte
norte, teve como característica fundamental, as grandes associações de
mercadores que formaram ligas de comércio e produtos como: peles e gordura
animal, para serem trocados por especiarias.
Champanhe (cidade francesa), é o eixo
intermediário entre o mediterrâneo e o nórdico.
As Feiras na Idade Média.
Instituição importante. As
feiras eram semanais ou anuais. Eram protegidas por salvo condutos. Tinham que
se proteger por causa dos assaltos. Inicialmente não se trocavam diretamente os
produtos e sim eram expostas as mercadorias.
A Defesa para os
Mercadores.
Setores da nobreza, da
igreja e das monarquias, começaram a formar uma proteção para as atividades dos
mercadores, pois ficavam expostos a pirataria.
LE GOFF – busca entender
como se forma a mentalidade sobre a produção. Diz que encontram mentalidades
primitivas vivas nos espíritos medievais, velhos tabus. O cristianismo recebe
herança da mentalidade e cultura, judaica e grego romana. O autor divide em 2
épocas: a alta idade média e a escolástica, na mentalidade mudam dois lados, um
mental primitivo, antes do cristianismo. A igreja acrescenta tabus. A lista de
profissões proibidas e desprezadas. O mental é o que muda lentamente na
sociedade e nas civilizações. As profissões foram mal vistas, porque não
valorizavam o homem. Porque o trabalho passou a não ser valorizado. Porque a
vida contemplativa era mais elevada. Plano manual era coisa do diabo. As
pessoas quando começam a refletir melhor, começam a perceber que todas as
profissões são úteis de acordo com os interesses.
As Cruzadas.
São um símbolo da Idade
Média. São movimentos religiosos, uma peregrinação armada. Uma expedição
religiosa e militar. Configurada como uma guerra santa. Tem um tipo de
mentalidade religiosa e belicista e guerreira. O ideal religioso defendido pela
espada e pela guerra. Representam o auge da instituição da cavalaria. O cruzado
é o soldado de Cristo. O soldado faz um contrato com Deus. Se entrega de corpo
e alma para defender a fé. Homens medievais acreditam que através do cansaço do
corpo, da entrega numa grande caminhada, era parte de uma etapa importante de
purificação dos pecados. As peregrinações se concentram em rotas importantes
onde estavam as relíquias dos santos. A peregrinação mais importante é para a
Terra Santa, em Jerusalém.
Fonte: arquivo pessoal. Aula da Prof. Vanessa
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