BIBLIOGRAFIA: FRANZERO, Carlo Maria. Vida e época
de Cleópatra. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1960.
"Vida
e Época de Cleópatra",
escrito pelo historiador e jornalista italiano Carlo Maria Franzero e publicado
no Brasil pela Companhia Editora Nacional, é uma biografia histórica marcante
que serviu como base principal para o icônico filme épico Cleópatra
(1963), estrelado por Elizabeth Taylor. A obra se destaca por humanizar a
última rainha do Egito, afastando-se dos mitos puramente depreciativos criados
por seus inimigos romanos.
Resenha da
Obra: Proposta e Estilo
- Desconstrução do Mito: Franzero contesta as visões
teatrais clássicas de Shakespeare e Bernard Shaw. Ele remove a imagem de
"mera sedutora" criada pela propaganda hostil de Roma.
- Mulher Real e Política: O autor apresenta Cleópatra
como uma governante de carne e osso, vigorosa e ardilosa. Suas ações
combinam paixão genuína com uma imensa ambição política.
- Rigor de Pesquisa: A narrativa é sustentada por
exaustivas investigações históricas em bibliotecas europeias e antigas
fontes primárias. O cenário da antiga civilização egípcia e romana é
recriado com grande fidelidade e riqueza de detalhes.
- Estilo Literário: Sendo Franzero também um
novelista, o texto possui uma prosa saborosa e fluida. A leitura é
envolvente mesmo ao tratar de complexas manobras diplomáticas e militares.
Estrutura
e Eixos Temáticos
- Ascensão e Estratégia: O livro detalha como a jovem
ptolemaica assumiu o trono e usou sua refinada inteligência para garantir
a independência do Egito.
- Aliança com Júlio César: Explora o início da relação
política e afetiva que chocou a elite republicana de Roma e gerou o
herdeiro Cesarião.
- O Drama com Marco Antônio: Narra a paixão avassaladora e
os erros estratégicos que culminaram na famosa derrota militar frente a
Otaviano.
- O Declínio: Descreve os momentos finais da
soberana e o impacto cultural eterno que sua morte causou no mundo
ocidental.
Vale a
pena ler?
Sim. Para
quem busca entender a transição da República Romana para o Império através de
uma perspectiva focada no Egito, o livro de Franzero é indispensável. Embora
seja uma obra de meados do século XX, ela permanece como um dos retratos
biográficos mais honestos, equilibrados e literariamente instigantes sobre a
rainha.
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