BIBLIOGRAFIA: SAINT-EXUPÉRY, Antoine de. O Pequeno Príncipe.
Rio de Janeiro: Agir, 2009.
O Pequeno
Príncipe, escrito
pelo aviador francês Antoine de Saint-Exupéry e publicado em 1943, é uma
obra-prima universal que disfarça uma profunda filosofia humanista sob a
forma de uma fábula infantil. O livro transcende gerações ao confrontar a pureza
e a imaginação da infância com o pragmatismo e o embrutecimento da vida
adulta.
O Enredo
Principal
A narrativa
começa no Deserto do Saara, onde um aviador é obrigado a fazer um
pouso de emergência. Isolado, ele conhece um menino misterioso de cabelos
dourados que lhe pede para desenhar um carneiro. Esse menino é o Pequeno
Príncipe, habitante do minúsculo Asteroide
B-612, onde cuida de três vulcões e de uma rosa vaidosa e exigente. Magoado
pelo comportamento da rosa, o príncipe decide viajar pelo universo.
A Crítica
Social e os Personagens
Antes de
chegar à Terra, o protagonista visita outros planetas. Cada um é habitado por
um único adulto que representa os excessos, vaidades e obsessões da sociedade
moderna:
- O Rei: Simboliza a necessidade
autoritária de poder e controle.
- O Vaidoso: Representa o egocentrismo e a
dependência do elogio alheio.
- O Homem de Negócios: Retrata a ganância e a obsessão
por possuir coisas inúteis.
- O Acendedor de Lampiões: Mostra a obediência cega a
rotinas vazias.
- O Geógrafo: Ilustra o conhecimento teórico
que ignora a beleza prática do mundo.
Grandes
Lições e Filosofia da Obra
É na Terra
que o príncipe encontra a Raposa, personagem responsável por consolidar
o núcleo filosófico da obra. É através dela que aprendemos duas das lições mais
famosas da literatura mundial:
- "O essencial é invisível aos
olhos": O
verdadeiro valor das coisas e das pessoas não pode ser medido visual ou
materialmente, mas sim pelo sentimento.
- "Tu te tornas eternamente
responsável por aquilo que cativas": Criar laços gera comprometimento recíproco e afeto
verdadeiro.
Considerações
Críticas
O grande
trunfo de O Pequeno Príncipe é sua capacidade de se transformar de acordo com a
idade do leitor. Para as crianças, funciona como uma jornada lúdica e
imaginativa pelo espaço. Para os adultos, serve como um espelho melancólico que
questiona a perda da sensibilidade, da empatia e da capacidade de se encantar
com o cotidiano. Uma leitura obrigatória, curta e poética que cura o cansaço da
vida adulta.
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