Os 3 Reis Magos foram:
Melchior ou Belquior ou Melichior = rei da Pérsia, rei da luz
(em hebreu), o mais velho, trouxe ouro, significado da realeza.
Gaspar, rei da Índia, gathaspa, o branco (em hebreu), trouxe
incenso, significado da divindade do Menino Jesus.
Baltazar, rei da Arábia, bithisarea, senhor dos tesouros (em
hebreu)homem de pele escura, trouxe mirra, significado da humanidade.
Abaixo uma reportagem sobre os reis magos.
De acordo com
uma tradição medieval, os magos teriam se reencontrado quase 50 anos depois do
primeiro Natal, na Turquia, onde viriam a falecer.
Redação. 31/12/2001.
Os magos só são mencionados em um dos
quatro evangelhos, o de Mateus. Nos 12 versículos em que trata do assunto,
Mateus não especifica o número deles. Sabe-se apenas que eram mais de um,
porque a citação está no plural – e não há nenhuma menção de que eram reis.
“Não há evidência histórica da existência dessas pessoas”, diz André
Chevitaresse, professor de História Antiga da Universidade Federal do Rio de
Janeiro. “São personagens criados pelo evangelista para simbolizar o
reconhecimento de Jesus por todos os povos.”
Foi apenas no século 3 que eles
receberam o título de reis – provavelmente como uma maneira de confirmar a
profecia contida no Salmo 72: “Todos os
reis cairão diante dele”.
Cerca de 800 anos depois do
nascimento de Jesus, eles ganharam nomes e locais de origem: Melchior, rei da
Pérsia; Gaspar, rei da Índia; e Baltazar, rei da Arábia. Em hebreu, esses nomes
significavam “rei da luz” (melichior), “o branco” (gathaspa) e “senhor dos
tesouros” (bithisarea).
Quem hoje for visitar a catedral de
Colônia, na Alemanha, será informado de que ali repousam os restos dos reis
magos. De acordo com uma tradição medieval, os magos teriam se reencontrado
mais de 50 anos depois do primeiro Natal, em algum lugar da atual Turquia, onde
viriam a falecer. Mais tarde, seus corpos teriam sido levados para Milão, na
Itália, onde permaneceram até o século 12, quando o imperador germânico
Frederico dominou a cidade e trasladou as urnas mortuárias para Colônia.
“Não sei quem está enterrado lá, mas
com certeza não são eles”, diz o teólogo Jaldemir Vitório, do Centro de Estudos
Superiores da Companhia de Jesus, em Belo Horizonte. “Mas isso não diminui a
beleza da simbologia do Evangelho de Mateus ao
narrar o nascimento de Cristo.” Afinal, devemos aos magos até a tradição de dar
presentes no Natal.
No ritual da Antiguidade, ouro era o
presente para um rei. Incenso, para um religioso. E mirra, para um profeta (a
mirra era usada para embalsamar corpos e, simbolicamente, representava a
mortalidade).
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