O Pré-conceito na Idade Média.
“
Os homens medievais, como todos os outros de todos os períodos históricos, se
viam vivendo na época contemporânea”.
I – Período de Descrédito, Esquecimento e
Obscuridade.
Este conceito foi dado, posteriormente no século XVI,
na verdade este termo expressava um preconceito quanto à este século. Por vê-lo
como um período de intervalo na história, um tempo intermediário, nem antigo e
nem moderno.
Por que denominado Idade das Trevas?
Esta idéia surgiu a partir do pensamento de Petrarca,
já no século XV o Bispo Giovanni, caracterizava o período como de flagelo,
ruína. Com Vassari, no século XVI, este termo se firmou com o renascimento que
serviu para contrastar com o período anterior, o médio. A arte estava sendo
vista como grosseira. Rafael, começa a chamá-la de Gótica (Bárbara). Rabelais,
no seu consenso maior descreve a Idade Média como a “espessa noite gótica”.
O sentido de Idade Média continuava renascentista, visto que neste período
teria causado um atraso para a humanidade. O progresso já iniciado por gregos e
romanos era retomado por renascentistas. Pois os homens medievais eram vistos
como ignorantes e supersticiosos por que estavam ligados a supremacia da Igreja
Católica.
Um outro conceito, dado no século XVIII, se
caracterizava por ser aristocrático e anticlerical, desprezava completamente a
Idade Médiana. Pois esta era vista como a máxima ascensão da nobreza e do
clero. O pensamento iluminista guiado pela racionalidade condenava o misticismo
medieval. Diderot e Condorcet criticavam o período religioso predominantemente
cristão que se formara na Idade Média.
II – Período de Valorização e Idealização Mítica.
O preconceito do período da Idade Média teve seu
início de inversão, por causa do romantismo, em meados do século XIX. Dado como
início a questão da identidade nacional gerada na época que ocorreu a Revolução
Francesa. Napoleão foi um grande contribuinte com sua pretensão e idéias, de
reunir a Europa para um novo caminho causando motivação e perspectivas
nacionalistas para as diferentes regiões em que passava e transmitia o seu
objetivo.
Isto também foi importante, por que acabava com as
conturbações e, revoltas e guerras, que haviam na Europa, causado pela questão
do racionalismo.
Michelet contaminou-se com o romantismo de tal forma
que apaixonou-se pelo momento que foi descrito como o de origem das
nacionalidades, e que ao mesmo tempo satisfazia os novos sentimentos e pensamentos
políticos do século XIX.
IIIº Período – de revalorização histórica.
Vista como época de fé, autoridade e tradição, fase
histórica das liberdades, reforçava o liberalismo burguês vitorioso no século
XIX. A verdade procurada pelo raciocínio do iluminismo cede lugar à exuberância
da Idade Média. O século XIX foi mais feliz na valorização fundando sociedades
históricas, editando textos organizando grandes coleções documentais.
Breve Conclusão: O século XX passa a ver a Idade Média com os olhos dela mesma. A
função do historiador é compreender, entender e não julgar o passado. “Logo, o
único referencial para se ver a Idade Média, é a própria Idade Média”.
Por: Prof. Me. Vanessa Candia. História Medieval.
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