As Independências dos países nas Américas.
As Independências na América Hispânica.
Contexto político de 1810-1826.
Século XVIII, a Espanha reflete na América.
Ocorre a virada dos Habsburgos para Bourbons entre 1700-1713.
Os Habsburgos vieram da linhagem de Carlos V e a filha Joana. Concederam
autonomia para a Catalunia e outras regiões que centralizaram como Castela. Juraram
leis e autonomia para a América. As elites praticavam um contrabando. Autores espanhóis
diziam que a Espanha estava em decadência, mas não era o fator único no final
do século XVII. Carlos II morreu e não deixou herdeiros. Abriu a guerra de
sucessão espanhola com o confronto de interesses ingleses e franceses. Os 2
sucessores eram o Arquiduque Carlos II dos Habsburgos e o neto Dom Felipe. A Inglaterra
assumiu a defesa porque queria quebrar a possibilidade de Dom Felipe ser rei da
França e da Espanha, assim o objetivo seria a unificação. Após o empate, deu-se
um acordo. Felipe de Bourbon assumiu a Espanha com condições de que a linha
sucessória se separasse em 2 ramos dos Bourbons: o francês e o espanhol. Felipe
inaugurou a linha dos Bourbons, Bourbon da França e Bourbon da Espanha. Com os Bourbons,
é uma outra concepção de administração, deve ser substituído por um estado
centralizado e a partir de Carlos III acontecem as reformas afrancesadas ou
despotismo esclarecido (simpatizante do absolutismo, poder do soberano mais os
ideais de progresso e reforma) ou ilustração.
As reformas do século XVII são a centralização do poder, a
racionalização administrativa, a reforma agrária e o poder completo nas mãos do
rei e seus ajudantes. A Espanha entra na modernidade e com isso se apegam aos
iluministas para introduzir essas reformas, sem o teor liberalizante. Assim ocorre
o despotismo esclarecido.
Na américa, a elite crioula, tem uma perda gradativa da
autonomia no plano político e econômico, modernizando a colônia e enviando
funcionários, mas também cortando acesso da elite crioula. O vice rei tendo que
comunicar-se com o rei da Espanha e não mais com os crioulos. Criaram um novo
vice reinado e as elites crioulas perderam muito do ponto de vista econômico e
político com as reformas. As elites ficaram reduzidas ao cabildo (corporação
que se encarregava da administração da cidade), os mais bagunceiro órgão do
município. As possibilidades de contrabando reduziram e as reformas
dificultaram essas linhas de contrabando. O primeiro pacto forte entre a elite
crioula e a administração dos Bourbons entre 1776 e 1783.
Em 1776, ocorre a Independência dos Estados Unidos, onde a elite
colonial se revolta contra a Inglaterra e vence. Os Estados Unidos será um
modelo inspirador, através desse impacto de autonomia com as ideia iluministas
e liberais, formando um estado independente frente a Inglaterra.
Em 1789, ocorre o outro impacto, a Revolução Francesa, uma nova
revolução liberal com sucesso no 2º maior país da Europa. Tem a força do
exemplo, mas também vai causar impactos para a américa através do contexto
europeu após.
Primeiro ocorre que todas as monarquias absolutistas formassem
uma frente para abalar o processo revolucionário com a união da Inglaterra, que
lideraria as monarquias. Portugal e Espanha se unem e auxiliam o movimento de monarquias
absolutistas que passam por fases de terror.
Em 1793, ocorre uma virada no processo. A burguesia conservadora
controla tudo e reforma o estado para evitar a radicalização. A França reata
laços políticos e diplomáticos com a Espanha e se articula com o bloco francês.
Portugal não adere a nenhum desses lados e fica 100% com a Inglaterra.
Em 1799, aumenta o conservadorismo na França com Napoleão
Bonaparte. Ele funda um império e conserva a continuidade das reformas liberais
e será ele a constituição com seu nome de governante.
A Espanha é a aliada que
está sobre Carlos IV, o abobado, e quem manda é José Cândido de Godoi. Usa da
aliada para a Espanha anexar Portugal, caso houvesse conflito. Dom João tenta
evitar confronto com a Espanha, a Inglaterra e alia-se a França.
Em 1808, tropas francesas entram na Espanha com acordos, José
Cândido de Godoi e Napoleão, juntam a Espanha ao império. Na América, ocorre um
processo parecido em 1808, formam-se as juntas municipais que aguardavam Dom
José e estabelece uma saída, um a parcela da elite são bonapartistas, outra
parcela são autonomistas que tem um outro tipo de relação com igualdade
jurídica com a metrópole; e outros realistas obedeciam ao rei e ao conselho de
regências. Depois em 1810, ocorre uma queda no processo e a elite está desarticulada
entre a Nova Espanha, Nova Granada e o Rio da Prata.
Em 1815, é a primeira fase do Rio da Prata e a 1ª etapa da
guerra de independência, marcada pela derrota da elite crioula que faltou o
apoio da Inglaterra e os interesses da elite eram diferenciados. Outros fatores
foram os acontecimentos na Europa de 1814, a derrota do império francês de
Napoleão para a Espanha com o rei absolutista Fernando VII, ele não segue a
constituição de 1812, mas contou com o apoio internacional de estados chamando
de Santa Aliança no Congresso de Viena, para organizar o mapa europeu de quem
ficou com que país. A Santa Aliança foi formada com a Rússia, Áustria, Prússia
e França. Todos da cristandade com a ideia de combater qualquer movimento
liberal na Europa e no Mundo (América) que viesse a colocar ou fosse a chance
de um surgimento de outro Napoleão. O Fernando VII também põe uma reação contra
os movimentos liberais e derrotam a maioria até 1815.
Entre 1817 e 1826, ocorrem as últimas guerras de armas brancas.
Em 1823, ocorre a declaração de apoio dos movimentos de
independência na América espanhola. Monroe faz a Doutrina Monroe para os
americanos e nela consta que qualquer agressão europeia às Américas, era
considerada uma agressão aos estados Unidos também.
O Vice Reinado da Nova Espanha era o México e as províncias
unidas da américa Central: Guatemala, El Salvador, Nicarágua, Honduras e Costa
Rica.
O Vice Reinado de Nova Granada era a Grã-Colômbia: Venezuela,
Colômbia, Panamá em 1903, e Equador.
O Vice Reinado do Peru era a Confederação do Peru e Bolívia, que
era para serem um só. O Chile era ligado ao Peru, mas depois cada um ficou na
sua.
O Vice Reinado do Rio da Prata era o Paraguai e as províncias:
Argentina e Uruguai, unidas do Rio da Prata. A partir de 1830, ocorre a
fragmentação das unidades.
Em 1826, ocorre a completa vitória dos movimentos de Cuba e
Porto Rico pela independência e cortam o cordão umbilical com a Espanha.
A Revolução Industrial.
Surge na Inglaterra e se expande para outros países durante o século XIX. Inicia pela aplicação de máquinas, uso de ferramentas e a força de trabalho. A produção para a determinar a ascensão da burguesia comercial e mercantilista. Não é a aquela burguesia de antes. A Inglaterra se torna a oficina do mundo, ela está na área central e outros países vão tentar imitar, como a França e a Bélgica. Assim, vão se estabelecendo áreas periféricas na Ásia, África e na América Latina. Ocorre a exportação de alimentos e matérias primas. Não são mais as especiarias, o açúcar, o ouro e a prata. A América Latina se insere como produtora de vegetal, animal e mineral pra a fabricação de produtos como o têxtil e também fornece alimentos para a Inglaterra. A elite começa a consumir.
A Revolução Americana e a Revolução Francesa vão representar um marco de transição das atividades comerciais para as industriais. A base ideológica vai ser a mesma, é o liberalismo político e econômico. No liberalismo político temos: John Cocke, Rousseau e Montesquieu. O comum é a não interferência do estado, o individualismo e a representatividade. O estado deve preservar as regras de convivência comum e o resto tem a liberdade de ir e vir. Tudo determinado pela vontade do indivíduo, de ter a sua propriedade. O proletário ficou sem a posse da propriedade, ele é visto como um indivíduo que é livre e com vontade para assinar um contrato com quem tem propriedade e posse, que é igual a ele, tem vontade e são livres. A representatividade é que todos, devem ter representante perante o estado. Junto com essa ideia nasce a autonomia dos povos. Todos têm direito de escrever a sua constituição e votar, eleger o seu representante.
Adam Smith cria a ideia de mercado, um conceito de um lugar onde se vende e se compra mercadorias e pode se dar a produção dessas mercadorias. Funciona com leis próprias. O sistema se autorregula. Diz que o mercado é a mãos invisível, lei da oferta e da procura, a livre concorrência. Estabelecimento de monopólio central. O colonialismo fica condenado pelo liberalismo, contra a existência das colônias.
Davi Ricards descobre a lei das vantagens comparativas. Propõe que o funcionamento do mercado, vá criando regiões com determinadas produções dentro de um país. Se cada um se especializasse em algo, todos teriam vantagens no mercado internacional.
As colônias na Nova Inglaterra, (América do Norte), vão criando elites que mantém as relações de produção diferenciadas para cada grupo social. São as elites crioulas.
A Plantation, a mineração e a pecuária: fornecem unidades ao estado mercantilista espanhol, uma estrutura burocrática que funcionou durante 300 anos. São todos culturalmente espanhóis católicos, pertencentes a cruz e a espada.
A Espanha do século XVIII, no ponto de vista econômico, tem o pacto colonial com as elites locais e os representantes de estado social com o monopólio comercial. A produção da exportação só poderá realizar-se se estiver ligada a Espanha. Na área colonial não entra nada. A direção vai para a Inglaterra cada vez mais e ela que vende e fornece os produtos industrializados para a Espanha.
O Peru manda minério, a Nova Espanha manda plantation, a Nova Granada manda mineração e o Rio da Prata manda pecuária, tudo vai pra Espanha que manda tudo pra Inglaterra e recebe produtos industrializados da Inglaterra. A Espanha só envia algo para o Peru, mas muito pouco.
Fonte: Arquivo pessoal. Aula da Prof. Vanessa.
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