sábado, 20 de dezembro de 1997

Guerra Guaranítica 1750 a 1756.


Guerra Guaranítica – 1750 a 1756.

A Guerra Guaranítica ocorreu entre 1750 e 1756, e foram violentos conflitos no sul do país, que envolveram os índios guarani, os jesuítas e as tropas portuguesas e espanholas. Ocorreu no sul do Brasil, após a assinatura do Tratado de Madri, no dia 13 de janeiro de 1750.

Os índios guarani recusavam deixar as suas terras, região dos 7 povos das missões, e se transferir  para o outro lado do Rio Uruguai. Conforme acertado entre Portugal e Espanha, no acordo de limites territoriais.

O Império Português passou a exercer soberania também sobre os territórios de missões jesuíticas situadas a leste do Rio Uruguai. Ocorre que o Império Português permitia a escravização dos indígenas, que naquela região eram os guaranis, enquanto que, no Império Espanhol, todos os índios eram automaticamente súditos do Rei da Espanha, e, portanto, não podiam ser escravizados.

As missões jesuíticas (ou reduções) daquela região eram modelos de sociedades autogestionadas, uma espécie de socialismo cristão.
Com o apoio parcial dos jesuítas, no início de 1753 os índios guaranis missioneiros começam a impedir os trabalhos de demarcação da fronteira e anunciam a decisão de não sair da região dos Sete Povos. Em resposta, as autoridades da Espanha e de Portugal, enviaram tropas contra os nativos, e a guerra eclode em 1754. Os castelhanos, vindos de Buenos Aires e Montevidéu, atacaram pelo sul, e os portugueses, enviados do Rio de Janeiro, sob o comando do general Gomes Freire, entraram pelo rio Jacuí. Juntando depois as tropas na fronteira com o Uruguai. Os dois exércitos combateram os indígenas e dominaram os Sete Povos em maio de 1756. Chega ao fim a resistência guarani.

Sepé Tiarajú foi o líder guaraní. Ele justificava a resistência ao tratado em nome do direito legítimo dos índios permanecerem nas suas terras. Comandou milhares de nativos até ser assassinado na Batalha de Caiboaté, em 1756, interior de São Gabriel. Hoje há um monumento em homenagem as vidas perdidas nessa batalha, há também uma cruz de 5 metros de altura em alvenaria que substituiu uma cruz de toras de madeira cravada no local por padres jesuítas logo após a batalha.

Do ponto de vista militar, foi mais um massacre, do que uma batalha. Um conflito que resultou na destruição das reduções e na dispersão das comunidades. Esse conflito é retratado no filme “A Missão”. Por fim, os jesuítas foram expulsos dos domínios portugueses, em 1759. Encerrando esse período histórico e levando a desestruturação da vida missioneira, mas a herança cultural permaneceu viva.

 

Por: Profª. Histª. Vanessa Candia.

 

Como referenciar essa postagem:

CANDIA, Vanessa. Guerra Guaranítica 1750 a 1756. Blog Turma da História, Porto Alegre, 20/12/1997. Disponível em: https://turmadahistoria.blogspot.com/1990/12/guerra-guaranitica-1750-1756.html Acesso em .../..../....


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