Guerra
Guaranítica – 1750 a 1756.
A Guerra Guaranítica ocorreu entre 1750
e 1756, e foram violentos conflitos no sul do país, que envolveram os índios
guarani, os jesuítas e as tropas portuguesas e espanholas. Ocorreu no
sul do Brasil, após a assinatura do Tratado de Madri, no dia 13 de janeiro de
1750.
Os índios guarani recusavam deixar as
suas terras, região dos 7 povos das missões, e se transferir para o outro lado do Rio Uruguai. Conforme
acertado entre Portugal e Espanha, no acordo de limites territoriais.
O
Império Português passou a exercer soberania também sobre os territórios de
missões jesuíticas situadas a leste do Rio Uruguai. Ocorre que o Império
Português permitia a escravização dos indígenas, que naquela região eram os
guaranis, enquanto que, no Império Espanhol, todos os índios eram
automaticamente súditos do Rei da Espanha, e, portanto, não podiam ser
escravizados.
As
missões jesuíticas (ou reduções) daquela região eram modelos de sociedades
autogestionadas, uma espécie de socialismo cristão.
Com o apoio parcial dos jesuítas, no início de 1753 os índios guaranis
missioneiros começam a impedir os trabalhos de demarcação da fronteira e
anunciam a decisão de não sair da região dos Sete Povos. Em resposta, as
autoridades da Espanha e de Portugal, enviaram tropas contra os nativos, e a
guerra eclode em 1754. Os castelhanos, vindos de Buenos Aires e Montevidéu,
atacaram pelo sul, e os portugueses, enviados do Rio de Janeiro, sob o comando
do general Gomes Freire, entraram pelo rio Jacuí. Juntando depois as tropas na
fronteira com o Uruguai. Os dois exércitos combateram os indígenas e dominaram os
Sete Povos em maio de 1756. Chega ao fim a resistência guarani.
Sepé Tiarajú foi o líder guaraní. Ele
justificava a resistência ao tratado em nome do direito legítimo dos índios
permanecerem nas suas terras. Comandou milhares de nativos até ser assassinado
na Batalha de Caiboaté, em 1756, interior de São Gabriel. Hoje
há um monumento em homenagem as vidas perdidas nessa batalha, há também uma
cruz de 5 metros de altura em alvenaria que substituiu uma cruz de toras de
madeira cravada no local por padres jesuítas logo após a batalha.
Do ponto de vista militar, foi mais um
massacre, do que uma batalha. Um conflito que resultou na destruição das
reduções e na dispersão das comunidades. Esse conflito é retratado no filme “A
Missão”. Por fim, os jesuítas foram expulsos dos domínios portugueses, em 1759.
Encerrando esse período histórico e levando a desestruturação da vida
missioneira, mas a herança cultural permaneceu viva.
Por: Profª. Histª. Vanessa Candia.
Como
referenciar essa postagem:
CANDIA,
Vanessa. Guerra Guaranítica 1750 a 1756. Blog Turma da História, Porto
Alegre, 20/12/1997. Disponível em: https://turmadahistoria.blogspot.com/1990/12/guerra-guaranitica-1750-1756.html
Acesso em .../..../....

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