Livro: A Renascença e a Individualidade.
História Moderna.
História Moderna.
1) Como
em Simmel, a Renascença reforça a individualidade ?
Segundo
Simmel, a Renascença produziu a individualidade, pois reaparecem os traços
pessoais, desenvolve a liberdade pessoal, a singularidade própria e a auto -
responsabilidade. Focaliza mais o eu interno do homem, pois apresenta a idéia
voltada para o interno. As manifestações estavam começando e faltavam mais
informações para eliminar as sombras e resquícios do medievo. O indivíduo
percebe sofisticação da própria individualidade, vai reconhecer o valor interno
e externo dele mesmo, da singularidade pessoal. A cultura moderna mostra o
indivíduo livre, produto do liberalismo racional da Inglaterra e França.
2)
Qual a dimensão explicativa da individualidade e da liberdade para entender o
período moderno.
a)
Como a continuidade conforme Delumeau.
Não
houve corte com a Idade Média e o Renascimento. O qu houve foram aspectos que
desenvolveram-se como: Homens que não pertenciam às classes dirigentes
impuseram-se à admiração ou à atenção de todos, personalidades expandiram-se
melhor, guerras sangrentas, dogmas e autoridade da Igreja Romana posta em
causa, progresso econômico e aumento do luxo e a urbanização, crescente
alastramento da cultura, sociedade menos móvel e mais hierarquizada, mais
disciplinada e mais camponesa, desenvolvimento da arte do retrato e a afirmação
das personalidades individuais e contestação de valores das hierarquias
sociais.
Discussão
da noção de nobreza, da legitimidade da autoridade do Estado. Emancipação do
indivíduo, romantismo na arte e na literatura com temas melancólicos, amorosos,
sofridos e sobretudo com o tema da morte. Inquietações e renovações, apego ao
religioso contra o inferno de alguns e heresia de outros, assim como:
divindades pagãs, exaltação da magia e da astrologia, a igreja com problemas
que não consegue combater, implicações morais no destino do indivíduo, presença
da astrologia nas artes sacras, favorecimento da expansão de personalidades
fortes, crítica à astrologia, discussão sobre o livre arbítrio, afirmação de
uma filosofia de liberdade e discussão das mentalidades nas sociedades do
Ocidente.
b)
Como a transição e ruptura conforme Simmel.
Rompe
com o medievalismo que reprimia as características da individualidade. O
individualismo torna-se realidade, impondo-se enfatizando o valor da sua
própria singularidade. O individualismo se fundamenta da igualdade pela
liberdade que expressava o ser mais profundo da humanidade. O homem deveria se
conhecer, assim como conhecer seus direitos: de ser livre e igual.
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