VISITE O ZOOLÓGICO DA RAINHA ELIZABETH I. O INGRESSO? SEU PET
Durante o século 19, no zoo da rainha, os pobres que não podiam pagar ingresso encontraram uma insólita solução
THIAGO LINCOLINS PUBLICADO EM 18/08/2019.

Até a invenção do zoológico moderno, no século 19, havia as ménageries: coleções particulares de animais, de preferência exóticos: elefantes, leões, ursos, camelos...
Num gesto à frente de seu tempo, Elizabeth I decidiu abrir sua coleção ao público, cobrando por ingresso. Mas havia dois impedimentos para tornar o empreendimento um sucesso: os pobres não tinham como pagar e era realmente caro manter os animais, particularmente os leões.
A solução foi aceitar um ingresso alternativo: gatos e cachorros. Que iam para a pança dos leões.
A ideia da ménagerie surgiu quando os monarcas começaram a dar animais raros e exóticos como presente uns aos outros. Um desses foi o rei Henrique III que, em 1235, ficou encantado ao receber três leopardos de presente do imperador Romano-Germânico Frederico II. O lugar escolhido era a Torre de Londres, a residência real. Que não é uma torre, mas um castelo.
Os animais foram mantidos na torre até o final do século 18. Muitos passaram a definhar por falta de cuidados. Os que viveram foram transferidos para o Zoológico de Londres, inaugurado em 1828, e outros foram enviados para o Zoológico de Dublin, na Irlanda. O zoo da torre seria fechado apenas em 1835, sob as ordens do duque de Wellington, na época, Condestável da Torre.
Hoje, quem visita a torre, encontra esculturas feitas em arame pela artista britânica Kendra Haste. Elas homenageiam os animais que lá viveram e foram colocadas no exato lugar onde os bichos eram aprisionados.
Saiba Mais
New Worlds, New Animals: From Menagerie to Zoological Park in the Nineteenth Century, Robert Hoage & William Deiss
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