Renascimento.
É um nome dado a um período da história que se prolongou por cerca de 300 anos, tendo começado na Itália mais ou menos em 1300. A renascença difundiu-se por toda a Europa durante os séculos XV e XVI e aboliu costumes e instituições que haviam dominado a Europa durante quase mil anos. As novas idéias e atitudes que então surgiram ainda influenciaram nossas vidas. Quando a renascença teve início, a Europa encontrava-se dividida em grandes estados feudais pertencentes a nobres ricos. A maioria da população era constituída de servos que trabalhavam na terra para os senhores feudais. Quase tudo na vida girava em torno da religião e a igreja católica era a força mais poderosa da Europa. A medida que se desenvolvia a renascença, os reis e os príncipes foram apossando-se das terras feudais e constituindo fortes governos nacionais. O comércio intensificou-se. Muitas pessoas trocaram o campo pelas cidades em formação. A reforma protestante enfraqueceu o poder da igreja católica e dividiu o cristianismo em vários credos. Os historiadores do séc. XIX acreditavam que o conhecimento morrera durante a Idade Média e renascera no séc. XIV e XV; por este motivo chamaram este período de renascença ou renascimento.
O ESPÍRITO DA RENASCENÇA.
A
renascença foi uma época de aventura e curiosidade. Os homens tornaram se
fascinados com o mundo a sua volta e empreenderam viagens arriscadas para
explorar as terras desconhecidas; fizeram estudos científicos sobre as plantas
e os animais, e realizaram ousadas experiências nos campos da astronomia e da
física; e, mais do que tudo, estudaram o próprio homem.
RENASCENÇA NA ITÁLIA.
Durante
a Idade Média a localização da Itália as margens do mar mediterrâneo
transformou o país em um importante centro de comércio. Com expansão do
comércio, muitas cidades estados italianas tornaram-se ricas. Uma nova classe
média formada por comerciantes e banqueiros assumiam o poder. Esses homens
encorajaram o desenvolvimento do saber e tornaram-se os principais protetores
da arte e da cultura. Durante todo o séc. XIV os artistas e escritores
italianos procuram desenvolver novos estilos para expressar as novas idéias de
sua época. A arte e a literatura renascentistas alcançaram o apogeu na Itália
durante o século XVI. Os historiadores chamam esse período de alta renascença.
ARQUITETURA RENASCENTISTA
Pelos
vitrais coloridos, a luz escoa em raios tímidos, que se abrem em leque no
interior sombrio. Sombrio e misterioso: um vasto espaço delineado por finos
pilares, que se enfeixam e se recurvam para o alto, formando arcos em ponta.
Todo o conjunto – os pilares, a abóbada, os arcos - tendem para cima, e parecem
não acabar nunca. Mergulhadas na escuridão, as pontas dão a ilusão de unir-se
no infinito. O ambiente é de recolhimento, convida à meditação: é a enorme
Catedral de Milão (Itália), a segunda igreja do mundo em tamanho. Templo gótico
típico, o início de sua construção data de 1386, no começo do Renascimento,
movimento de renovação cultural que eclodiu na Europa cm meados do século XIV.
Também do Renascimento, situada em Florença, mais ao sul de Milão, é a Capela
dos Pazzi: um espaço central quadrado, com uma cúpula elevada, e alargado por
espaços baixos abobadados. Ao contrário da sombria Catedral de Milão, seu
interior é claro e bem proporcionado. As paredes são brancas, divididas por
pilares cinzentos, terminados em capitéis coríntios, ao gosto grego. Seu
propósito é o de decorar o templo, propósito visado também pelos medalhões de
cerâmica esmaltada, que acentuam a forma, a proporção e o caráter clássico da
construção. Para entrar no edifício, transpõe-se um gracioso pórtico, adornado
de colunas clássicas.
A
Capela dos Pazzi é . toda luminosidade, graça, leveza. As linhas puras e retas
da arquitetura greco-romana serviram como ponto de partida para a criação de um
estilo, que dominou todo o Renascimento italiano: o estilo renascentista,
propriamente dito. As duas formas arquitetônicas - gótica e renascentista -
conviveram durante mais de duzentos anos, após o que seriam de certa forma
eclipsadas pelo barroco. Se no principio rivalizavam entre si, logo mais
passaram a completar-se. Os adornos, os elementos decorativos, a forma das
colunas góticas desapareceram, em favor da decoração renascentista. Contudo,
muitas das grandes obras renascentistas não poderiam ter surgido sem o
conhecimento da técnica do gótico. O célebre arquiteto Brunelleschi talvez não
tivesse vencido o concurso, em 1418, para o melhor desenho de cúpula para a
Catedral de Florença, se não tivesse profundos conhecimentos técnicos sobre a
construção da abóbada gótica. Em suma, pelo Renascimento adentro, o que
preponderou nas construções religiosas e leigas da Itália foi o estilo
renascentista, mas a técnica da construção gótica foi de grande valia para os
feitos dos grandes arquitetos italianos.
O BERÇO RENASCENTISTA
O
Renascimento iniciou-se na Itália, particularmente em Florença, e foi precedido
por uma fase de transição, que, pelos fins do século XIII, já paulatinamente ia
substituindo a arte gótica. Foi o florentino Fibppo Brunelleschi (1377-1446)
quem apresentou a nova concepção renascentista na arquitetura.
Ele
assimilara, durante longo tempo, as formas clássicas e góticas e adaptara-as à
sua época, edificando as igrejas do Espírito Santo, de São Lourenço e a cúpula
da Catedral de Santa Maria del Fiore, em Florença. Contudo, não foi na época de
Brunelleschi que a arquitetura renascentista atingiu seu ponto culminante. Foi
um pouco mais tarde, na primeira metade do século XVI. E também não foi em
Florença, onde nascera, mas em Roma, que atingiu a sua plenitude. E em Roma,
durante toda a primeira metade do século XVI - a Alta Renascença - um arquiteto
talentoso como Giuliano da Sangallo (1445-1516) uniu seu gênio ao do pintor
Rafael Sanzio (1483-1520) para, juntos, dirigirem os trabalhos da Basílica de
São Pedro. Em Roma o arquiteto Bramante, cujo, verdadeiro nome é Donato D'Agnolo
(1444 - l5l4), criou um tipo todo original de abóbada para a Igreja de Santa
Maria das Graças, e ainda deu lições ao escultor, pintor e arquiteto
Michelangelo Buonarroti (1475-1564). Em Roma, Vignola - como se chamava
artisticamente Giacomo Barrochio (1507-1573) - edificou a Igreja de Jesus, que,
pelo movimento de suas linhas e pela abundância de adornos, já prenunciava o
barroco, estilo que vigorou no século seguinte.
Contudo,
embora o centro fosse Roma, a arquitetura renascentista não se restringia à antiga
cidade. Em Mantua, o arquiteto Leon Battista Alberti (1404-1472), autor de um
tratado - De Re Aedificatoria (A Arte de Edificar), onde define a beleza como
harmonia e proporção -, procurava resolver o conflito entre a igreja de piano
direcionai e a igreja de plano central, acrescentando uma nave a uma estrutura
central, na Igreja de Santo André. No norte da Itália, Andrea Palladio
(1518-1580) realizava um trabalho tão importante e original que acabou
influenciando a arquitetura inglesa dos séculos XVII e XVIII. Todos eles
dedicavam-se, sobretudo, à edificação de construções religiosas, das quais a
mais ambiciosa é, sem diivida, a Catedral de São Pedro, em Roma. Foi iniciada
por Bramante em 1506, continuada por Michelangelo, acrescentada por Carlo Maderno
(1556-1629) e adornada de colunatas externas por Giovanni Lorenzo Bernini
(1598-1680).
NO RESTO DA EUROPA
Pela
mesma época desenvolveu-se, fora da Itália, um estilo arquitetônico misto,
combinação de renascentista e gótico. Os primeiros elementos renascentistas
introduzidos nas construções dos países europeus, nos da Europa setentrional,
foram os motivos de decoração. Mais tarde, por volta de 1540, a arquitetura
nesses lugares passou inspirar-se diretamente nas fontes clássicas. Surgiu
então, na França, uma arquitetura renascentista inconfundível, cujos melhores
exemplos são a fachada interna do Museu da Louvre, obra de Pierre Lescot
(isto?-1578), e o Castelu de Anet, de Philibert Delorme (1515?-1570).
Exatamente nos castelos - sobretudo o de Blois e o de Fontainebleau - a
influência clássica é mais relevante. Na Inglaterra, às construções
indubitavelmente góticas, como as Universidades de Oxford e Cambridge e a
Biblioteca de Samuel Pepys, foram acrescentadas edificações novas, de clara
inspiração românica.
Na
Alemanha, a influência renascentista italiana introduziu-se lentamente. A
construção alemã mantinha-se fiel à tradição gótica, mas ainda assim os
edifícios da primeira metade do século XVI apresentam uma rica superestrutura
ornamental, com motivos decorativos renascentistas. Essa mescla - planta
gótica, ornatos renascentista - verifica-se principalmente nas construções
seculares, de modo mais harmonioso nos magníficos castelos de Heidelberg e
Trogau. Nas igrejas, mantém-se as linhas góticas tradicionais. Em Portugal, o
gótico aliou-se a elementos mouros, preludiando o estilo português
renascentista conhecido como manuelino, nome derivado do soberano Manuel, o
Venturoso. Os arquitetos espanhóis interpretaram o renascimento à sua maneira:
desprezaram a simplicidade e a harmonia de equilíbrio dos edifícios italianos,
e, ao lado de enfeites renascentistas, empregavam com profusão e fantasia
motivos árabes, sobretudo na ornamentação de igrejas e palácios. E como seu
trabalho era semelhante às obras de um ourives (platero, em espanhol), esse
estilo recebeu o nome de Plateresco. Seus exemplos mais típicos encontram-se em
Toledo (Hospital de Santa Cruz), em vários palácios de Castela e na célebre
Universidade de Salamanca. Ao sul da Espanha, em Andaluzia, a arquitetura foi
mais sóbria, com uma estrutura harmoniosa e uma decoração em estilo coríntio.
Comprovam essa fidelidade aos cânones clássicos as catedrais de Málaga, Jaén e
Granada. E não só na Europa ocidental o núcleo artístico florentino deixou
marcas profundas: alguns edifícios que compõem o Kremlin, em Moscou, são obra
de arquitetos florentinos.
OS PRÉDIOS SECULARES.
Durante
a Renascença dois tipos de construção secular destacaram-se na Itália: o
palazzo ou palácio, e a villa. Os palácios, nos inícios do Renascimento,
constituíam uma edificação intermediária entre a fortaleza, e a casa senhorial.
Sua estrutura particular era uma conseqüência das contínuas lutas políticas que
se desencadeavam nas cidades: não raro, os membros de um partido atacavam o
palácio de um rival. Por isso, os palácios constituíam verdadeiros blocos de
pedra maciça. Em muitas cidades italianas era comum que esses palácios fossem
também estabelecimentos comerciais. Os grandes mercadores e suas famílias
habitavam o primeiro andar do edifício, enquanto que o –térreo era ocupado por
lojas e armazéns. O palácio da ilustração, que serve como exemplo típico do
"palazzo" renascentista, é o Strozzi, construído em Florença, em
1489, pelo arquiteto Benedetto da Maiano (1442-1497), para o rico mercador
Filippc Strozzi. O edifício tem um suntuoso pátio interno central, ladeado de
pórticos e colunatas. Daí partem amplas escadarias, rumo aos aposentos dos
donos, distribuídos pelo primeiro e segundo andar. A fachada, inteiramente
revestida de pedras, ostenta três faixas horizontais, divididas por frisos e
coroadas por cornijas clássicas (ornatos que se colocam sobre um friso,
formando saliências). Além das cornijas, o único enfeite da sóbria fachada são
as pedras dispostas em semicírculo sobre as janelas.
No
andar térreo, ficava a guarnição que protegia o palácio. Como esta parte, por
estar no rés-do-chão, se achava mais exposta a possíveis ataques, as janelas
são de reduzidas dimensões, oferecendo maior segurança. Ainda no térreo, a
pavimentação e o revestimento das paredes internas são de pedra áspera e
rústica, enquanto ,nos andares superiores, onde ficavam os aposentos dos
senhores, a mesma pedra era utilizada com os mesmos propósitos, mas depois de
polida e embelezada. Não há, praticamente, no palácio, um recanto aconchegante,
para uma conversação ou um descanso. O que há são enormes salas, enormes
dormitórios, enormes corredores. Pequenas certamente são as instalações do
último andar, onde fitavam os criados. Para subirem até lá, eram obrigados a
escalar uma infindável escada em espiral. Além do Strozzi, há na Itália outros
belos palácios renascentistas, como o Vecchio, em Florença. Em Veneza, o estilo
( renascentista mesclou-se ao bizantino e ao gótico, dando como resultado uma
forma mista, cuja maior expressão é o Cà d' Oro, edificado entre 1421 e 1437. A
"'villa" nada mais é senão uma adaptação da velha domus romana. Com
sua loggia (galeria) e seus amplos terraços, situa-se no centro de um imenso
jardim. O mais característico exemplo dessa construção é a Villa Capra, em
Vicenza, obra do arquiteto Palladio.
nossa fonte: renascimento.com
Abaixo outra matéria sobre Renascimento.
O RENASCIMENTO
O Renascimento, Arte e
arquitetura do, movimento artístico que se manifestou na pintura, escultura e
arquitetura, em toda a Europa, aproximadamente de 1400 a 1600. Os traços
principais da arte renascentista são a imitação das formas clássicas da
antigüidade greco-romana e a preocupação com a vida profana, o humanismo e o
indivíduo.
O Renascimento
corresponde, na história da arte, à era dos grandes descobrimentos, refletindo
o desejo, da época, de examinar todos os aspectos da natureza e do mundo.
Durante o Renascimento, os artistas continuaram a merecer o status, herdado da
Idade Média, de meros artesãos. Mas, pela primeira vez, começaram a se impor
domo personalidades independentes, comparáveis a poetas e escritores. Os
pintores e escultores renascentistas investigaram novas soluções para problemas
visuais formais e muitos deles realizaram experiências científicas. Neste
contexto, surgiu a perspectiva linear na qual as linhas paralelas eram
representadas em ponto de fuga.
Os pintores passaram a ser
mais exigentes com o tratamento da paisagem, dedicando maior atenção à
representação de árvores, flores, plantas, distância entre montanhas e os céus
com suas nuvens. O efeito da luz natural e o modo como o olho percebe os
diversos elementos da natureza, tornaram-se novas preocupações. Assim nasceu a
perspectiva aérea, na qual os objetos perdem os contomos, a cor e o sentido de
distância à medida que se afastam do campo de visão. Os pintores do norte de
Europa, especialmente os flamengos, revelaram-se mais avançados que os
italianos na representação das paisagens e introduziram o óleo como nova
técnica pictórica, contribuindo para o desenvolvimento desta arte em todo o
continente. Embora o retrato se consolidasse como gênero específico em meados do
século XV, os pintores do Renascimento alcançaram o auge com a pintura
histórica ou narrativa. Em uma paisagem ou moldura de fundo, figuras relatavam
passagens da mitologia clássica ou da tradições judaico-cristãs. Dentro de um
contexto, o pintor representava homens, mulheres e crianças em poses
reveladoras de emoções e estados de espírito.
O renascimento das artes
coincidiu com o desenvolvimento do Humanismo que estudava e traduzia textos
filosóficos. O latim clássico foi revalorizado. A par desta renovação de
idéias, ocorreu o período de descobrimentos de novas terras. As embarcações se
lançaram em busca de novos caminhos marítimos, colhendo, como resultado,
diferentes rotas para a Ásia e a imensidão das Américas. Pintores, escultores,
arquitetos e navegadores sentiam o mesmo anseio de aventura, o desejo de
ampliar conhecimentos e obter novas soluções. Assim, tanto Leonardo da Vinci e
Michelangelo, como Cristóvão Colombo e Pedro Álvares Cabral descobriram mundos
novos e surpreendentes.
O RENASCIMENTO NA ITÁLIA
O berço do Renascimento
foi a Itália, extraordinário depósito de ruínas clássicas. Encontram-se
vestígios do Império Romano em quase todas as cidades italianas. Os sarcófagos
de mármore, decorados com relevos, são o exemplo mais comum. O idioma, uma
corruptela do latim falado pelos antigos romanos, foi sistematizado no século
XIV por Dante Alighieri, Francesco Petrarca e Giovanni Boccaccio. As primeiras
manifestações do Renascimento italiano ocorreram em Florença. Três ourives e
escultores, Brunelleschi, Ghiberti e Donatello, realizaram inovações que
romperam com as convenções da arte gótica. Donatello, que também trabalhou em
Veneza, Pádua, Nápoles e Roma veiculou, por toda a Itália, as novas formas
estéticas. Na pintura, Masaccio introduziu um conceito naturalista e
expressivo, assim como a perspectiva linear e aérea. O introdutor, em Veneza,
do ideário renascentista foi Bellini. Mais tarde, Veneza disputou com Florença
o privilégio de ser o centro do movimento que modificou o pensamento humano. Após
esta extraordinária explosão criativa, foi pouco significativa a produção
artística italiana no começo do século XV. Mas surgiram os nomes mais
destacados do Renascimento e que influenciaram toda a obra ocidental posterior:
Leonardo da Vinci (1452-1519) e Michelangelo (1475-1564). Pintor, escultor,
arquiteto, engenheiro e cientista, Leonardo da Vinci foi importante,
principalmente, na pintura onde introduziu o conceito de perspectiva
atmosférica. Michelangelo, pintor, escultor, arquiteto e poeta, transformou-se
em um dos maiores criadores que o mundo já conheceu. Entre os artistas
quatrocentistas, destacam-se Filippo Brunelleschi, Lorenzo Ghiberti, Donatello,
Masaccio, Paolo Uccello, Fra Angelico, Pisanello, Jacopo Bellini, Gentile
Bellini, Giovanni Bellini, Andrea Mantegna, Piero della Francesca, Leon
Battista Alberti, Antonio del Pollaiuolo, Andrea dei Verrocchio, Sebastiano del
Piombo, Giorgione, Tiziano e Sandro Botticelli. Entre os artistas
quinhentistas, destacam-se Leonardo da Vinci, Donato Bramante, Rafael,
Michelangelo, Giorgione, Tiziano e Correggio. No norte europeu, as
manifestações artísticas do gótico tardio foram contemporâneas dos
descobrimentos marítimos e das mudanças de visão de mundo produzidas na itália.
Países como Alemanha, Holanda e Inglaterra foram menos receptivos ao incipiente
Renascimento.
O RENASCIMENTO NA HOLANDA
Uma das obras-primas da miniatura
cortesã, Riquíssimas horas do duque de Berty (c. 1416), realizada pelos irmãos
Limbourg, contém iluminuras que prenunciam van Eyck e revelam uma atenção pelo
detalhe naturalista até então desconhecido. O pintor flamengo Jan van Eyck foi
o criador da pintura renascentista em Flandres e na Holanda. Van Eyck combina,
com talento e habilidade, um estilo que é o contraponto da arte que Masaccio
realizava, nesta mesma época, na Itália. Sua obra Retábulo de Gent, conduída em
1432, é uma das mais extraordinárias do Renascimento. Apesar da ousadia de van
Eyck, as inovações no uso da luz surgem com outro pintor, Robert Campin,
conhecido como o Mestre de Flémalle. Destacam-se também Rogier van der Weyden,
Dirk Bouts, Hugo van der Goes, Hans Memling e Jerônimo Bosch.
O RENASCIMENTO NA FRANÇA.
Leonardo da Vinci viajou
para a França em 1516 a pedido do próprio rei, mas, devido a sua idade
avançada, morreu antes de realizar trabalhos de importância. Os franceses foram
resistentes em aceitar as inovações artísticas oriundas da Itália. Apenas no
século XVl, conseqüência da presença de muitos artistas italianos na corte de
Francisco I, a França começou a adotá-las. A obra do Château de Fontainebleau é
o ponto central da arte renascentista francesa.
O RENASCIMENTO NA ALEMANHA
Capazes
de fundir a herança medieval com a nova estética. Entre os mais destacados
estão Konrad witz, Albrecht Dürer e Matthias Grúnewald.
O RENASCIMENTO NA ESPANHA
Na Espanha, os pintores
renascentistas nunca chegaram a alcançar o nível artístico da Itália e dos
países do norte da Europa, embora se ligassem às duas tradiçòes. Os mecenas
espanhóis confiaram a pintores e escultores estrangeiros as obras mais
importantes. A confirmação deste fato é Tiziano, sem residência fixa no país,
ter sido o pintor da corte espanhola no século XVI. Na arquitetura, edifícios
no estilo renascentista remontam ao final do século XVI. Um exemplo é EI
Escorial, complexo arquitetônico próximo de Madri, construído por Felipe li.
Artistas destacados dessa época são Diego de Si loé, Alonso Berruguete, Juan de
junj e Pedro Berruguete.
O RENASCIMENTO EM PORTUGAL
Apesar da esmagadora
vigência do estilo manuelino como ideologia estética, o Renascimento
revelou-se, em Portugal, através de gravuras de livros impressos com tarjas
decorativas, iluminuras, bronzes, tapeçarias, pinturas e jóias. A arte que
refletiu, em primeiro lugar, o novo movimento foi a pintura já que, nos quadros
manuelinos, quase sempre as figuras são do gótico - tardio, de origem flamenga,
enquanto os espaços em que elas se situam são renascentistas. Na arquitetura, a
nova estética italiana constituiu um obstáculo ao mestres - pedreiros habituados
aos sistemas construtivos góticos. A escultura compreendeu a renovação formal e
criou um novo universo plástico que se reflete na Igreja Matriz de Caminha,
cuja capela e o fronteiro portal lateral são obras claramente proto renascentistas.
A pintura da Alemanha brilhou no Renascimento.
Arte e o Renascimento.
O Renascimento tem como marca o retorno a Arte Clássica. Influências políticas e sociais, a ideologia do Estado Centralizado, fortalecido, o poder real, do século XV até o XVII, a arte como propaganda. A influência social é múltipla, aliança do rei com a burguesia que o beneficia financeiramente e o nobre protege a burguesia. O nobre mora em castelo ou palácio (Hotel), a mansão é da burguesia, a palavra mansão é inglesa. O rei faz a arte da corte, e a festa e o nobre é pintado em trajes de corte, quando o nobre ia na corte tinha que usar um traje. O que irritava a burguesia era ceder tudo aos nobres porque tem que dar tudo a quem é mais nobre.
Os burgueses não podiam vestir aqueles trajes e só podiam usar preto ou marrom e os nobres usavam dourado, amarelo e outras cores berrantes. A realeza usava vermelho, púrpura ou bordô. O nobre que tivesse parentesco ganhava uma autorização p/ usar outras cores. “Nobresse Obje” São as obrigações da nobreza, como cada um protegia um artista, faz parte, tem que fazer se não renuncia e perde o título. O burguês não tem estas obrigações, por isso podemos observar que aparecem 2 tipos de arte. O burguês gosta de paisagens repousantes porque ele corre muito, tem vida dinâmica e precisa da arte relaxante. Os nobres vivem relaxando e por isso não precisam da arte repousante, gostam de caça e tem palácios floridos, na arte mostra a caça. O burguês não tem jardim e gosta de quadros com flores. A burguesia se torna culta só no século XVIII.
A aristocracia tem influência sobre a arte. A reforma Protestante enfraqueceu a igreja e o Concílio de Trento diz que a igreja tem que patrocinar a arte para recuperar os fiéis. Se torna multi racional, todos podem frequentar, a arte antes era voltada aos brancos e agora aparecem santos negros e índios (São Martin). Antes a igreja era só p/ brancos. Nossa Senhora é a mãe da humanidade, pode aparecer branca, negra, etc ... porque é a mãe dos homens e a igreja tem que mostrar isso aos fiéis. Nossa Senhora Aparecida é representada como negra, de estátua negra, mas ela não era negra. A Acrópole é a arte mais famosa. Na época do Renascimento, não era tão reconhecida e Roma vai ser a capital cristã. Atenas não era penetrável porque o domínio turco não deixava que entrassem na Grécia. A inspiração grega chega através de Roma.
Arte e o Renascimento.
O Renascimento tem como marca o retorno a Arte Clássica. Influências políticas e sociais, a ideologia do Estado Centralizado, fortalecido, o poder real, do século XV até o XVII, a arte como propaganda. A influência social é múltipla, aliança do rei com a burguesia que o beneficia financeiramente e o nobre protege a burguesia. O nobre mora em castelo ou palácio (Hotel), a mansão é da burguesia, a palavra mansão é inglesa. O rei faz a arte da corte, e a festa e o nobre é pintado em trajes de corte, quando o nobre ia na corte tinha que usar um traje. O que irritava a burguesia era ceder tudo aos nobres porque tem que dar tudo a quem é mais nobre.
Os burgueses não podiam vestir aqueles trajes e só podiam usar preto ou marrom e os nobres usavam dourado, amarelo e outras cores berrantes. A realeza usava vermelho, púrpura ou bordô. O nobre que tivesse parentesco ganhava uma autorização p/ usar outras cores. “Nobresse Obje” São as obrigações da nobreza, como cada um protegia um artista, faz parte, tem que fazer se não renuncia e perde o título. O burguês não tem estas obrigações, por isso podemos observar que aparecem 2 tipos de arte. O burguês gosta de paisagens repousantes porque ele corre muito, tem vida dinâmica e precisa da arte relaxante. Os nobres vivem relaxando e por isso não precisam da arte repousante, gostam de caça e tem palácios floridos, na arte mostra a caça. O burguês não tem jardim e gosta de quadros com flores. A burguesia se torna culta só no século XVIII.
A aristocracia tem influência sobre a arte. A reforma Protestante enfraqueceu a igreja e o Concílio de Trento diz que a igreja tem que patrocinar a arte para recuperar os fiéis. Se torna multi racional, todos podem frequentar, a arte antes era voltada aos brancos e agora aparecem santos negros e índios (São Martin). Antes a igreja era só p/ brancos. Nossa Senhora é a mãe da humanidade, pode aparecer branca, negra, etc ... porque é a mãe dos homens e a igreja tem que mostrar isso aos fiéis. Nossa Senhora Aparecida é representada como negra, de estátua negra, mas ela não era negra. A Acrópole é a arte mais famosa. Na época do Renascimento, não era tão reconhecida e Roma vai ser a capital cristã. Atenas não era penetrável porque o domínio turco não deixava que entrassem na Grécia. A inspiração grega chega através de Roma.
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