Eutanásia
Definição
de Distanásia.
É a agonia prolongada, é a morte com sofrimento físico ou
psicológico do indivíduo lúcido. A distanásia também pode ser utilizada como a
forma de prolongar a vida de modo artificial, sem perspectiva de cura ou
melhora. É um termo que pode ser confundido quando utilizado com este sentido,
com a futilidade.
Tipos de
Eutanásia.
Atualmente a eutanásia pode ser classificada de várias
formas, de acordo com o critério considerado.
Quanto ao tipo de ação:
Divide-se em Eutanásia Ativa que é o ato deliberado de
provocar a morte sem sofrimento do paciente, por fins misericordiosos. A Eutanásia
Passiva ou Indireta é a morte que ocorre, dentro de uma situação de
terminalidade, ou por que não se inicia uma ação médica ou pela interrupção de
uma medida extraordinária, com o objetivo de minorar o sofrimento. A Eutanásia
de Duplo Efeito é quando a morte é acelerada como uma conseqüência indireta
das ações médicas que são executadas visando o alívio do sofrimento de um
paciente terminal.
Quanto ao consentimento do paciente:
Divide-se em Eutanásia Voluntária é quando a morte é
provocada atendendo a uma vontade do paciente. A Eutanásia Involuntária
é quando a morte é provocada contra a vontade do paciente. A Eutanásia Não
Voluntária é quando a morte é provocada sem que o paciente tivesse
manifestado sua posição em relação a ela. Esta classificação, quanto ao
consentimento, visa estabelecer, em última análise, a responsabilidade do
agente, no caso o médico.
Outros tipos:
Eutanásia Súbita: morte repentina;
Eutanásia Natural: morte natural ou senil, resultante
do processo natural e progressivo do envelecimento;
Eutanásia Teológica: morte em estado de graça;
Eutanásia Estóica: morte obtida com a exaltação das
virtudes do estoicismo;
Eutanásia Terapêutica: faculdade dada aos médicos para
propiciar uma morte suave aos enfermos incuráveis e com dor;
Eutanásia Eugênica e Econômica: supressão de todos os
seres degenerados ou inúteis (sic);
Eutanásia Legal: aqueles procedimentos regulamentados
ou consentidos pela lei.
Eutanásia Homicídio: quando alguém realiza um
procedimento para terminar com a vida de um paciente. E subdivide-se em Eutanásia
Homicídio que é realizada por médicos e a Eutanásia Homicídio que é
realizada por familiar.
Eutanásia Suicídio: quando o próprio paciente é o
executante. Esta talvez seja a idéia precursora do Suicídio Assistido.
Eutanásia Libertadora, que é aquela realizada por
solicitação de um paciente portador de doença incurável, submetido a um grande
sofrimento;
Eutanásia Eliminadora, quando realizada em pessoas,
que mesmo não estando em condições próximas da morte, são portadoras de
distúrbios mentais. Justifica pela “carga pesada que são para suas famílias e
para a sociedade”.
Eutanásia Econômica, seria a realizada em pessoas que,
por motivos de doença, ficam inconscientes e que poderiam, ao recobrar os
sentidos sofrerem em função da sua doença.
Estas idéias bem demonstram a interligação que havia nesta
época entre a eutanásia e a eugenia, isto é, na utilização daquele procedimento
para a seleção de indivíduos ainda aptos ou capazes e na eliminação dos
deficientes e portadores de doenças incuráveis.
Problemas de Fim de Vida.
Paciente Terminal, Morte e Morrer.
O atendimento a pacientes terminais pode representar uma
situação de extrema dificuldade para os médicos, apesar do fato da morte ser um
evento inexorável para os seres vivos. A par de problemas clínicos relacionados
ao bom atendimento do paciente, no sentido de evitar o máximo os desconfortos e
sofrimentos que são próprios das doenças que provocam direta ou indiretamente a
morte dos pacientes, uma série de questões morais significativas também surgem
neste contexto de terminalidade de vida.
Nenhum comentário:
Postar um comentário