segunda-feira, 24 de dezembro de 1990

Os Jogos Olímpicos.



OS JOGOS OLÍMPICOS.

As olimpíadas começaram bem antes de Cristo. Tão antes que surgiram sérias dúvidas sobre a data exata de seu início, por causa destas dúvidas surgiram algumas lendas. A mais famosa tem Hércules como personagem principal. Os antigos gregos passaram a disputar os jogos de quatro em quatro anos, em honra a todos os deuses.

"Para que a Élida não fosse destruída pela peste, os jogos olímpicos tiveram que voltar."

A verdadeira história das olimpíadas é muito mais recente, tem apenas 2.500 anos (mais ou menos). Segundo contam que durante muito tempo os jogos olímpicos deixaram de ser disputados. No ano de 884 a.C., uma peste começou a assolar a região da Élida, desesperado o rei Ífito foi consultar a sacerdotisa Pítia. Neste momento que a lenda se confunde com a história, pois Pítia disse-lhes que os deuses só fariam cessar a peste, se voltassem os jogos olímpicos. Com isso, os jogos voltaram e passaram-se a realizar-se de quatro em quatro anos regularmente.

Oficialmente, porém, contam-se a partir de 776 a.C., quando fora iniciado o registro dos nomes dos campeões. Naquele tempo, as olimpíadas eram muito diferentes das atuais, pois duravam cinco dias e havia provas para adultos e para efebos (adolescentes).

No primeiro dia, realizavam sacrifícios e a cerimônia de abertura. No segundo, as provas eram especiais para efebos "dromos" (uma corrida em volta do estádio), lutas e pentatlo (corrida), lançamento de disco e dardo, salto em distância e luta. No terceiro dia, as provas eram para adultos como "dromos", "diaulo" (semelhante ao dromos), mas consistia em duas voltas em torno do estádio, e lutas. No quarto dia, tinham provas equestres, pentatlo e corridas com armas. No quinto e último dia, faziam a cerimônia de encerramento, a proclamação dos heróis e novos sacrifícios.

Desde aquela época, os campeões de cada modalidade já recebiam troféus de valor simbólico e outros prêmios entregues, no lugar das medalhas de hoje, recebiam uma coroa feita com ramos de oliveira. Depois participavam de grandes festas e transformavam-se em autênticos heróis. Quase sempre, os campeões tinham regalias o resto da vida porque os gregos acreditavam que devia a eles a extinção da peste, pois seus feitos acalmavam a ira dos deuses do Olimpo, mais uma vez a lenda se confunde com a história.

Em meados do século II a.C. a Grécia foi anexada pela província da Macedônia, e os seus usos e costumes entraram em decadência. Nessa altura, os romanos com um império muito grande e poderoso já dominavam o mundo. Quando eles começaram a incorporar a sua cultura e as tradições que os gregos vinham perdendo, os jogos mudaram muito. Infelizmente, não durou, pois os dois povos tinham idéias bem diferentes a respeito do esporte. Para os gregos era participação de qualquer pessoa com saúde e disposição que poderia correr ou arremessar discos, mesmo que não fosse um campeão. Para os romanos, no entanto, o mais importante era o espetáculo em si, o esporte valia mais como uma festa para se assistir. Foi desse conceito que nasceu o circo romano. Uma espécie de estádio fechado. No circo eram realizadas lutas de gladiadores ou o sacrifício de cristãos e escravos, entregues ao apetite dos leões. Apesar de toda a crueldade, o povo se divertia muito. E os jogos olímpicos, foram então lentamente esquecidos em Roma, pois não tinham nenhuma seriedade. Desse jeito, os jogos não poderiam durar, por volta de 390 d.C., foram extintos por causa da conversão ao cristianismo do imperador Teodósio I, que resolveu acabar com todas as festas de origem pagã, entre elas: as Olimpíadas. Os séculos se passaram e as olimpíadas voltaram.

Texto da Prof. Vanessa.


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