terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Bruxas Britânicas.

1. Margery Jourdemayne:

Margery Jourdemayne:
The Conjuration from Henry VI, John Opie
Quando você tiver uma filha, ela precisará de bons modelos. Então que tal algumas das britânicas mais poderosas de todos os tempos, as bruxas medievais?
Veja Margery Jourdemayne, conhecida como Velha Mãe Madge, por exemplo. Madge era tão fodona que há relatos de que ela conseguia ressuscitar os mortos. Ela tinha uma origem humilde, mas no auge de sua carreira como curandeira especializada em feitiços de amor e fertilidade teve grandes astrônomos, médicos e acadêmicos como amigos e colegas.
No entanto, no século 15 eles preferiam que as mulheres fossem mais dóceis, então Margery foi acusada de planejar com Eleador, Duquesa de Gloucester, a morte do rei Henrique 6º. A Velha Mãe Madge argumentou que ela apenas lançava feitiços de amor, mas mesmo assim foi queimada viva em Londres, em 1441.

2. Elizabeth Clarke:

Elizabeth Clarke:
Elizabeth Clarke estava na casa dos oitenta anos e tinha apenas uma perna, mas, apesar de ter essas limitações, aparentemente foi descoberta mantendo uma fogosas “cópulas com o diabo três vezes por semana” .
O homenzinho mais triste da Grã-Bretanha, o caçador de bruxas General Mathew Hopkins, fez Elizabeth confessar seus ~pecados~ após mantê-la acordada por vários dias seguidos. Com suas defesas enfraquecidas, ela teria invocado seus familiares [animais de companhia que também servem como ajudantes mágicos]: o gatinho Holt, o spaniel Jarmara, o galgo Vinegar Tom, os coelhos Sucke e Sugar e a doninha Newes. Todos nomes muito legais também para seus futuros bichinhos de estimação.
Elizabeth foi enforcada em 1645.

3. Agnes Waterhouse:

Agnes Waterhouse:
Sessenta mil pessoas foram executadas por bruxaria durante o começo do período moderno, e uma das primeiras foi Agnes, também conhecida como a Mãe Waterhouse, de Chelmsford, Essex. Agnes foi a primeira mulher a ser executada na Grã-Bretanha sob o Ato de Bruxaria de 1563.
Agnes confessou ter um gato chamado Satanás a quem ela dava seu próprio sangue. Em troca, o gato matava as vacas, os gansos e os javalis de seus vizinhos e estragava suas coalhadas.
Em retrospecto, é claro que Agnes possuía superpoderes. A única outra explicação seria que as táticas de interrogatório do século 16 – que incluiam privação do sono e falsas promessas de imunidade e perdão – podiam fazer uma mulher confessar qualquer coisa. Agnes foi enforcada em 1566, aos 64 anos.

4. Gwen Ellis:

Gwen Ellis:
Duncan1890 / Getty Images
Sua filha daria uma ÓTIMA Gwen.
Gwen Ellis foi a primeira mulher a ser enforcada por bruxaria no País de Gales. Ela era herborista e curandeira – uma prática antiga que havia sido perfeitamente aceitável na Grã-Bretanha até o século 15, quando um medo paranoico de bruxas começou a varrer a Europa em meio a um clima crescente de sectarismo religioso.
Logo, a acusação de bruxaria tornou-se uma forma eficaz de prejudicar uma mulher. Gwen Ellis descobriu que uma conhecida chamada Jane Conwy de Marl Hall estava tendo um caso com um homem chamado Thomas Mostyn de Gloddaeth. Do nada, ela foi presa por bruxaria, acusada de assassinato, julgada e enforcada.
Se sua filha realmente se chamar Gwen, ela poderá fazer uma ótima apresentação na escolinha sobre a violência e a opressão contra as mulheres através dos séculos.

5. Ursula Southeil, também conhecida como Mãe Shipton:

The Wellcome Collection, Via ancient-origins.net
Você terá dificuldades para achar um ícone e modelo melhor para a sua nenê do que Ursula Southeil, conhecida como Mãe Shipton. Sua cabeça era desproporcionalmente grande, seus olhos saltados brilhavam como brasas, seus membros eram tortos, suas bochechas eram chupadas e ela tinha presas como as de javali no lugar dos dentes.
Mãe Shipton (cujos apelidos eram, a propósito, Cara de Bruxa e Bastarda do Diabo) foi uma brilhante empreendedora e trabalhou como profeta e feiticeira em sua caverna, em Yorkshire. Ela até seduziu um carpinteiro bonitão para ser seu marido, Toby Shipton, e as pessoas ficaram com bastante inveja.

6. Joan Peterson, a Bruxa de Wapping:

Joan Peterson, a Bruxa de Wapping:
Joan Peterson foi uma curandeira que supostamente aprendeu seus poderes com um esquilo falante. No entanto, após um de seus pacientes, Christopher Wilson, se recusar a pagar pelos serviços prestados por ela, Joan supostamente o enfeitiçou. Ele “então passou a delirar e morreu”.
Joan também foi acusada de envenenar uma mulher chamada Lady Powell. Powell tinha 80 anos quando morreu, e Peterson disse que só estava tentando aliviar sua dor. No entanto, as autoridades acharam que Joan era “estranha”, e ela foi enforcada em 1652.

7. Margaret Barclay:

Margaret Barclay:
A woman wearing a “witch’s bridle” / Universal History Archive / Getty Images
Pelo menos 3.800 bruxas foram torturadas e executadas na Escócia nos séculos 17 e 18. Técnicas de tortura incluíam amarrar mulheres a paredes, esticar seus membros em uma esteira e colocar alfinetes sob suas unhas. A “rédea da bruxa” era uma máscara de ferro colocada ao redor do rosto com um pedaço de ferro afiado que era forçado na boca da mulher e que perfurava sua língua e bochechas.
Margaret Barclay supostamente tinha poderes mágicos que a permitiam controlar o clima para que pudesse conjurar tempestades e naufragar navios. Incrível! Qualquer mulher que pudesse fazer isso atualmente seria rica e famosa, por isso Margaret é um nome muito forte para a sua linda bebê.
A propósito, foram os parentes do marido de Margaret que a acusaram de bruxaria. Ela foi colocada em uma berlinda com pesos de ferro amarrados a suas canelas. Finalmente, em agonia, ela confessou usar seus ~poderes mágicos~ para naufragar o barco de seu cunhado. Sua cúmplice da “irmandade”, Isobel Inch, se jogou da torre da prisão após dias de interrogatório.
Margaret foi estrangulada e queimada em um tronco.

8. Alizon Demdike:

Alizon Demdike:
Alizon. Com Z! Um nome maravilhoso para sua recém-nascida.
O nome honra as bruxas de Pendle, um grupo de mulheres julgadas e enforcadas em Lancashire, em 1612: Alizon, sua mãe Elizabeth, sua avó Demdike, bem como suas vizinhas.
Vovó Demdike era uma curandeira bem conhecida na região, mas ocorre que a família também era católica. E claro que foi irrelevante o fato de que o rei protestante olharia com bons olhos o magistrado Roger Nowell por matar um grupo de católicas.
A principal testemunha no julgamento de Pendle foi a irmã mais nova de Alizon, Jennet. Ela tinha 9 anos de idade e seu depoimento condenou a maior parte de sua família e vizinhas à morte por enforcamento.

9. Bessie Dunlop, a Bruxa de Lynn:

Bessie Dunlop, a Bruxa de Lynn:
Bessie Dunlop ou era uma bruxa vidente escocesa que falava com as fadas de Álfheim e tinha o poder de curar crianças doentes e gatos…
…ou era uma curandeira comum que foi torturada por caçadores de bruxa até ela confessar sua magia e então ser estrangulada e queimada…
…OUUUUU ela era uma bruxa vidente escocesa que falava com a Rainha de Álfheim e tinha o poder de curar crianças e gatos e usava “feitiçaria, bruxaria e encantos, invocando servos do diabo”.
Este post foi traduzido do inglês.
Becky Barnicoat is writer and illustrator for BuzzFeed and is based in London.


fonte: https://www.buzzfeed.com/beckybarnicoat/9-nomes-de-bruxas-britanicas-para-batizar-suas-filhas?utm_term=.rkpqzKybO&ref=mobile_share#.uhmqA54Me

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