quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Roma.


A loba alimentando Rômulo e Remo. Mito da origem de Roma. A estátua original está localizada no Museu Capitolino em Roma e a réplica encontra-se nos jardins de Pisa na Itália.


O Coliseu é um marco na arquitetura romana.


Estátua-retrato de Augusto de Prima Porta, século I a.C.. 


San Giovanni.

Roma foi fundada no século VIII a.C. e era governada por reis no início. A proclamação da república inicia em 509 a.C. com muitas lutas sociais entre patrícios e plebeus, neste momento tem-se a “Lei das 12 Tábuas”. Na República Romana de 510 a.C a mais ou menos 30 a.C., o REX é igual a REI, COISA e PUBLICAE = PÚBLICA. Entre 265 a.C. e 146 a.C. ocorreram as Guerras Púnicas, onde enfrentou e derrotou a sua rival: Cartago. Com isto tornou-se a potência mediterrânea.
O sistema era baseado na eleição. A República Aristocrática. O mandato de governo dos Cônsules durava um ano. Não tinha reeleição, mas podiam voltar em outras eleições. Todos os cargos eram preenchidos com nobres chamados de patrícios. A sociedade era dividida em PATRÍCIOS que eram homens com tradição e PLEBEUS que eram o restante, com ou sem terras.
Os CONSULES eram duas pessoas que tinham função religiosa, política e militar. Os PRETORES encarregavam-se da justiça. Os EDIS administravam a cidade. Os QUESTORES cuidavam dos orçamentos e dos impostos. Os CENSORES escolhiam os senadores, faziam documentos para chamar a atenção das pessoas que perturbavam e censuravam os bagunceiros. O Conselho era formado com poucas pessoas mais ou menos de 5 a 7. Os SENADORES tinham faziam as leis e dirigiam a política externa, mais ou menos 400 ou 600 pessoas. Cada família importante teria que ter um membro no senado, que era formado somente pela elite. O COMÍCIO era a assembleia do povo, somente entravam patrícios e plebeus, mas sempre ganhavam os patrícios que organizavam de forma que sempre ganhassem. Eram assim por que:
100.000 = 100 grupos = 1 voto por grupo.
15.000 = 200 grupos = 1 voto por grupo.
Os plebeus se revoltaram e por isso a elite com medo de uma revolução, criou dois cargos chamados de TRIBUNOS, com poder, mas sem função. O poder deles era vetar as leis que podiam prejudicar o povo, somente com plebeus, mas se os patrícios quisessem participar teriam de pedir para uma família plebeia adotá-los como filhos. O apogeu foi definido no primeiro momento como Aristocrático, no segundo momento com a Revolta da Plebe, no terceiro com a crise entre Patrícios e Plebeus e no quarto momento com a Expansão Romana.
Para os romanos o escravo não era gente, eram chamados de animal movente, comparado a mulas. Os plebeus eram a massa: artesãos e camponeses. A expansão romana trouxe riquezas que fluíam aos plebeus e com isso começaram a enriquecer. Ocorre o fortalecimento da plebe, onde aparece uma disputa entre os plebeus e patrícios. Dá-se a crise de lutas sociais, onde os plebeus queriam participação além dos tribunos, queriam mais poder no governo. A reforma agrária também por se darem conta que a terra era a base do poder, e quem não tinha terra não tinha poder. A plebe rica (banqueiros e comerciantes) queria terra, a plebe pobre (camponeses e artesões), unem-se com a rica. O plebeu rico começou a viajar e estudar para adquirir cultura, para eles, conhecer a Síria era importante. Aumenta a pressão da plebe e os nobres cultos começam a juntar-se com eles. Péricles era um líder popular, nobre em Atenas e Mário era líder plebeu em Roma.
Os romanos tinham pouca cultura, pois pensavam somente no militarismo e os pobres não davam valor para a cultura. A nobreza se dá conta que sabe pouco e começam a estudar muito, a plebe também tenta estudar, mas conseguem pouco. Com as lutas surgem igualdades: a primeira é a social, depois a política e depois a religiosa. A igualdade social concede a vantagem de todos casarem com todos, anteriormente não podiam patrícios casar com plebeias, ou vice versa, mas tanto de um como de outro, o filho será um patrício. Assim começaram a andar juntos e todos misturados, mas cada um era o que era. A igualdade política estabelecia a igualdade de direitos e cargos abertos para todas as classes. A igualdade religiosa pregava que qualquer um podia ser chefe religioso ou sacerdote, antigamente só tinha o PONTIFICE, único chefe religioso, e era nobre mais tarde, papas adotaram o nome. Esta adaptação de igualdades vai acabando com a República de Roma e de crise em crise, também enfrentando diversas lutas pelo poder ao final da república (Mário e Sila, Spartacus, Cícero contra Catilina e a revolta de Spartacus). Na transição da República, o Império conheceu o Primeiro Triunvirato (Júlio Cesar) que preparou bem a ditadura, e o Segundo Triunvirato (Otávio Augusto) que inicia a Era do Grande Império Romano e governa sozinho, uma ditadura no ano de 30a.C. Teve seu apogeu nos séculos I e II (Principado) e decadência nos séculos III, IV e V (Dominato). Roma é o melhor exemplo de poder de uma Ditadura Burocrática. Deixou o Direito como legado e herança para a posteridade.
Nomenclatura das Nações Antigas.
IBÉRIA – atualmente ESPANHA.
GÁLIA – atualmente FRANÇA.
GERMANIA – atualmente ALEMANHA.
BRITÂNIA – atualmente GRÃ-BRETÂNIA.
ETRÚRIA – atualmente NORTE DA ITÁLIA.
GRÉCIA ou HELADE – atualmente GRÉCIA.
TRÁCIA – atualmente BULGÁRIA.
ILÍRIA – atualmente COSTA DA IUGOSLÁVIA.
DÁCIA – atualmente ROMÊNIA.
CÍTIA – atualmente RÚSSIA.
ASSÍRIA e CAUDÉRIA – atualmente IRAC.
MÉDIA e PÉRSIA – atualmente IRÃ.
NUMÍDIA – atualmente ARGÉLIA E TUNÍSIA.
MAURITÂNIA – atualmente MARROCOS.
KEME – atualmente EGITO.
FENÍCIA – atualmente LÍBANO.



San Giovanni Laterano.
O TEMPO E O ESPAÇO NO MUNDO ANTIGO.

Os povos antigos tinham (2) duas concepções de tempo, a primeira: o tempo circular oriental, e a segunda: o tempo linear entre Grécia e Roma. Para os orientais, o tempo era igual ao tempo da natureza, como por exemplo: primavera, outono, inverno, verão. Na natureza o tempo se repete, mas não tem um tempo eterno, o tempo não mudava, sempre repetia. Para os gregos não era assim, cada rei é um rei, e quando morria algum, trocava o rei e consecutivamente trocava o tempo. Os gregos em 800 anos passaram da realeza para a tirania e depois para a democracia. AC - BC = é After Crist e Before Crist, e para nós a.C. é antes de Cristo e d.C. é depois de cristo. Os historiadores alertam para o cuidado com estas traduções, por causa das fontes, documentos e livros importados.

753 a.C. é o ano 1 dos romanos, ano da Fundação de Roma.
776 a.C. é o ano 1 dos gregos, ano da 1ª olimpíada.
O monge Dionísio sugeriu que utilizassem o calendário cristão, que é o nosso. Documento oficial leva 3 datas, o ano, independência e república, a relação do tempo na análise histórica. Como por exemplo, o azulejo apareceu na Suméria e chegou para nós através de outras civilizações, azul por que todos eram azuis. A trajetória se dá com início na Suméria, depois Caldeuses, Pérsia, Árabes, Portugueses e Brasileiros, utilizado por cada povo com estilos diferentes.
As civilizações da história tem duas variáveis, o espaço e o tema. Os grupos Hamitas usavam a língua do Norte da África, como o Egito e a Etiópia. Os semitas de origem arábica, espalharam-se. Os etruscos, cassitas, caucasianos, sumérios e elamitas; não se sabe com certeza que língua usavam. O indo-europeu, começa na Índia e vai até a Europa. A drávida é a língua indú-primitiva. A Cítia era onde moravam os citas (povo). Na região da Ásia Menor desenvolveram-se várias civilizações. Na região da Assíria e da Caudéria morava o povo caudeus, atualmente o IRAC.

CARACTERIZAÇÃO DE ALGUMAS CIDADES

AMORGOS - ilha da Grécia.

ANDROS - ilha da Grécia.

ATENAS – maior cidade jônica.

CORINTO – mais importante cidade grega da antiguidade.

CRETA – maior ilha da Grécia.

DELOS – ilha sagrada da Grécia por ser santuário, coberta de templos onde os gregos iam fazer peregrinações e adorar os deuses, não tinha vida comercial, importante centro religioso, haviam os jogos de DELOS em homenagem aos deuses, o templo mais importante era o do deus APOLO.

EPIDAURO – cidade dórica, tinha teatro, grande centro religioso, os gregos faziam festas religiosas em homenagem aos deuses.

ESPARTA – maior cidade dórica.

IKARIA – ou Icária, ilha da Grécia,

IOS – ilha da Grécia, onde Homero estaria enterrado.

KARPATHOS – ou Cárpatos, segunda maior ilha da Grécia.

KITHIRA – Citera, uma ilha grega parte das Ilhas Jônicas, na região da península do Peloponeso.

KÓS – ou Cós, ilha da Grécia.

MICENAS – maior cidade atéia.

MIKONOS – ou Míconos, ilha da Grécia.

MILOS – ilha grega, anteriormente chamada de Melos ou Malos, no mar Egeu.

NAXOS – ilha da Grécia.

OLÍMPIA – cidade dos jogos olímpicos, pertencente aos gregos e grande centro religioso.

PATMOS – ilha da Grécia.

PAROS – ilha da Grécia.

PELOPONESO – grande centro religioso.

PIREUS – cidade do principal porto da Grécia.

RHODES – ilha que era o maior centro comercial, mais que Creta, pois localizava-se perto da Ásia Menor e tinha contatos comerciais com vários lugares.

SAMOS – ilha da Grécia.

SANTORINI – ilha grega, foi pulverizada pela explosão que destruiu tudo, era considerada muito importante.

SERIFOS - ilha grega no mar Egeu.

SIFNOS – ilha grega no mar Egeu, perto do porto de Pireu.

GRÉCIA OU HELADE.
Civilizações Pré–Helênicas, anteriores aos gregos. Helenos e depois Gregos. Heleno é o povo grego. Helênico era tudo que era grego como por exemplo: a arte helênica. Helenístico é a fusão da cultura grega com a oriental, um tipo de cultura, período helenístico com forte influência oriental. As civilizações Pré- Helênicas dividem-se em dois grupos:
OS CRETENSES, MINUANOS ou EGEUS, civilizações mais refinadas que se localizavam na Região de Creta no Mar Egeu, nas cidades de Cnossos, Nagia e Festos.
OS AQUEUS ou ARGIVOS ou MICÊNICOS pertencentes às Regiões do Peloponeso, da Ática e da Beócia, viviam nas cidades de Esparta, Miscenas, Tebas, Atenas, Tirinto e Argos. Eram consideradas as civilizações mais guerreiras. A fase inicial da Grécia (tempos Homéricos) é marcada pelas lendas, deuses e as grandes epopéias (Ilíada e Odisséia).
A ORGANIZAÇÃO POLÍTICA, inicialmente teve a cidade-estado, denominada de Polis, em Atenas, fora marcada pela política e democracia. Com um Rei geral em Cnossos e um Conselho de Reis e Chefes Clãs. O Rei Basileu era o grande sacerdote, tinha função militar, administrativa e religiosa. Somente homens com cidadania podiam participar. DEMOCRACIA DIRETA – o cidadão falava diretamente, triunfou com Clistenes, nobre, destruiu a força da Oligarquia, direta e não representação representativa, abrangia apenas a classe dos cidadãos. No começo os cargos não eram remunerados, mas depois foram muito bem remunerados. TRIBUNAL DE HELIASTAS – sorteio e eleições, causas pequenas como estupros, assaltos, roubos, bofetões, pancadaria, possuía aproximadamente 5 mil juízes. SENADO (BULÉ) – sorteio e eleições, Conselho dos políticos. AREÓPAGO – sorteio e eleições, função judicial, juízes de causas maiores, assassinato, formado por um Conselho de Nobres com mais ou menos de 10 a 15 mil juízes. ARCONTADO – sorteio e eleições, função administrativa e religiosa, possuía no começo 3 pessoas, mas logo passaram a ser 9, uma para cada função. Exercido basicamente por aristocratas, donos de terras, estabeleciam uma oligarquia, onde somente eles podiam ser arcontados, ARCONTES eram magistrados supremos em número total de 9. ESTRÁTEGOS – função militar, formado somente por militares, com formação militar. Os aspectos negativos do sistema político foi a compra de votos, e a venda deles, pois era muito fácil comprar e vender votos. Antigamente, logo no começo não tinha remuneração, somente a elite trabalhava de graça, mas depois houve uma boa remuneração. A mulher e o escravo eram excluídos de participar e de votar, mas depois com o passar do tempo a coisa mudou. ECLESIA era a Assembléia de Atenas. ISONOMIA – igualdade jurídica, mesmos direitos, mesmos deveres.
A ORGANIZAÇÃO SOCIAL uma parte era a Aristocracia Militar e Comercial. A outra parte do povo dividia-se em artesões, camponeses rurais e escravos. ÉFEBO era o jovem que presta serviço militar e EFEBIA era o sistema de prática militar. HETAÍRA era a prostituta de luxo que ensinava os jovens. MINOS era o rei de Creta.
A ECONOMIA era basicamente agro–pastoril e com manufaturas como produção de vinho, azeite, armas e compotas de cerâmica para armazenar os produtos e tecidos. A sociedade refinada tinha tudo do bom e do melhor, os produtos eram selecionados. Era criado gado bovino, eqüino e ovino, criado por causa da lã. Na EUBÉIA e na ÁTICA as economias eram agro–pastoril, mineração e manufaturas. Na ETÓLIA, agro–pastoril e manufaturas (tecidos de lã). Na MACEDÔNIA, ÉPIRO, TESSÁLIA, BEÓCIA e PELOPONESO era agro–pastoril. As manufaturas eram cerâmicas, armas, vinho, tecidos, azeite e obras de arte. Os povos nômades saíam das planícies e passavam pelas cidades em direção ao Peloponeso.
A ARTE exibia palácios, com ênfase o Palácio de Cnossos, templos, túmulos com muita arquitetura, pinturas e a cerâmica.

A RELIGIÃO era Naturalista com ênfase no Deus da Natureza e deuses cósmicos. Praticavam cultos em templos e ao ar livre, principalmente Culto a Deusa Mãe, adoravam animais sagrados como touro e serpente.

A HERANÇA foi a permanência da religião, navegação e da arte com a arquitetura e a pintura.
A POESIA para o ateniense era mais usada, sobre a natureza, o amor, e a beleza; por serem mais românticas.
A TRAGOGÉDIA – em grego (tragédia) feito pelo deus DIONÍSIO (BACO), faziam festas para ele em EPIDAURO.

EXPANSÃO COLONIAL E COLONIZAÇÃO, tiveram início 900 a.C./800 a.C, as regiões colonizadas foram: Magna Grécia no sul da Itália, Mar Negro, Egito, Ásia Menor, Bacia do Mediterrâneo, África do Norte e Sicília. Aumento de população e falta de terras, guerras e lutas políticas, quando um grupo vencia a guerra, expulsavam os perdedores e fundavam uma nova cidade. Uma forma de colonização era por tratados que teriam que pagar tributos e reconhecer a soberania, chamados tratados amigáveis ou por conquistas de solo ou por compra da região. Metrópole é a mãe pátria, colônia é um grupo, ambas são cidades diferentes, mas a relação entre elas é a religião e o comércio ou união militar em caso de perigo. No século V surgiu um novo tipo de colônia, A CLEURQUIA, subordinada à mãe–pátria. Atenas travou guerras contra o Império Persa no início do século V a.C. após as quais a polis conheceu seu apogeu político e cultural. O apogeu foi sob o governo de Péricles, que assistiu a construção do Parthenon (templo de Acrópole) sob o comando de Fídias e o auge da cultura grega (Sófocles, no teatro; Platão, na filosofia; Policleto, na arte). A decadência da Grécia iniciou-se após a vitória militarista de Esparta sobre Atenas na Guerra do Peloponeso (final do século. V a.C.). Atenas foi dominada pela Macedônia de Filipe II e esta dominou o Império Persa através de Alexandre Magno. Atenas e Esparta foram duas cidades modelos que serviram para o crescimento das outras cidades.



Escada Santa.
Os nascimentos na Antiga Roma, eram definidos pelo chefe da família. O aborto era normal e legal. A mulher “dava a luz” sentada em uma cadeira longe dos homens, muitas morriam depois do parto. O bebê é incisado do útero da mãe, mas isto só não bastava para vir ao mundo. Se o pai não “levantasse” a criança, ela era largada para qualquer um pegar. O pai podia ordenar à mulher a rejeição da criança.

Para Sêneca, era preciso separar o bom daquilo que não serviria para nada, referindo-se às crianças deformadas e alegava que não era por raiva e sim por razão.

As crianças defeituosas eram enjeitadas ou afogadas. As causas do abandono vinham da miséria de uns e a política patrimonial de outros. Pobres não podiam alimentar os filhos e os ricos enjeitavam os filhos para não atrapalhar as disposições testamentárias já estabelecidas. Os ricos queriam que as crianças nunca mais aparecessem e os pobres queriam que alguém às recolhesse. As mulheres, às vezes, confiavam os filhos aos seus vizinhos ou a subordinados, que as criavam secretamente. Quando cresciam, tornavam-se escravos, e mais tarde eram libertados de seus educadores. Raramente a criança era reconhecida de nascimento livre. O marido que suspeitava da fidelidade da esposa rejeitava a criança. Os bastardos de Roma não eram reconhecidos pelo pai, mas levavam o nome da mãe e não desempenhavam nenhum papel social político da aristocracia. A oligarquia dirigente reproduzia-se através de seus filhos legítimos e dos filhos dos seus antigos escravos, a criança adotada.


Monti.
O livro “Um pouco sobre Histórias Gregas e Romanas” da Professora Vanessa fornece uma leitura erudita e agradável, sobre a história, a vida, os feitos e as obras dos gregos e romanos, seus personagens e divindades mais importantes. As informações foram retiradas de várias fontes, e novamente escritas de maneira que o leitor possa assimilar com maior facilidade. Os verbetes são ilustrados, sempre que possível. Uma estrutura define como “as Histórias e as Lendas” têm seguimento, características, diferenças, e relação entre as culturas e tradições que passam de geração para geração. O livro contém informações complementares para a contribuição sobre o pouco que se sabe das Histórias e Lendas Greco-Romanas.

A fantástica Mitologia Grega, considerada a mais rica de todas, segundo a história, foi a primeira que surgiu e não só inspirou poetas, escritores e artistas; como também os romanos que adquiriram aspectos para criar a sua Mitologia Romana que também é encantadora. Ambas fascinaram todo o mundo ocidental.

Os gregos construíram templos para seus deuses e ofereciam preces e sacrifícios quando pediam algo ou como forma de agradecimento quando eram atendidos. As oferendas, adorações, rituais e preces aos deuses eram feitos com muita força e crença demonstrada pelo povo.

Os romanos eram um povo mais realista e não acreditava muito no imaginário, mas também tinham sua religiosidade. Os rituais e crenças eram praticados pelos antigos, mas ainda possuem muitas características dos gregos. Os romanos eram mais disciplinados e valorizavam a guerra e o guerreiro, muito mais que os gregos. Além da religião grega, outras religiões passaram pelos romanos e deixaram culturas como por exemplo: a egípcia. A relação entre as divindades diferencia-se mais no nome, pois o deus ou a deusa continua com sua característica de proteção da natureza, ou do amor, ou da guerra, etc. A simbologia está muito presente no mundo Greco-romano.



Coliseu por dentro.





Visita do Presidente da Turquia ao Coliseu em Roma.


Vista do Coliseu.




Templo di Venere ao fundo.


Mapa do Império de Constantino nas paredes internas do Coliseu.


Mapa da Roma Cristã e suas Catacumbas.

Fora das muralhas, ao redor dos monumentos e dos quarteirões da Roma antiga, desenvolveu-se uma cidade subterrânea dos mortos. As catacumbas estão subdivididas em galerias. A necessidade de encontrar espaços para os mortos deu origem a elas. Eram enterrados ali, cristãos, hebreus e pagãos.



Os 1ºs Cemitérios Cristãos de Roma.

As catacumbas cristãs, tendo a mais famosa a tumba de São Calixto, nos dão uma imagem da sociedade cristã da época do séc. III. As sepulturas são de aspecto simples, pobre. Alguns são decorados com pinturas. Os mesmos túmulos dos papas de Roma, sepultados em São Calixto, também possuem essas características.

São Calixto.

Possui uma ampla rede de galerias. Encontram-se na Via Appia Antiga. Este é o cemitério mais próximo de Roma. Esta é a catacumba cristã mais antiga. Esta parte era de propriedade da igreja. O Papa Zefirino (199-217) delegou a sua administração a Calixto, que sucedeu no cargo de papa e morreu durante a época do imperador Alexandre Severo em 222. Todas as sepulturas que surgiram depois fazem parte do complexo de São Calixto. O lugar de culto mais importante da catacumba e mais rico da história da igreja cristã é sem dúvida a Cripta dos Papas seguindo a Cripta de Santa Cecília.



Foto como era.


Foto como está. 

O aspecto atual é decorrente das transformações do tempo. Foram feitas restaurações. Na parede há uma inscrição entre as mais belas deste período. Contém um comovente hino de louvor aos mártires enterrados. Mensagem de esperança na salvação depois da morte. As cenas desenhadas e pintadas representam cenas de acontecimentos do Antigo e Novo Testamento.

As Catacubas de Domitilla.

São as maiores de Roma. Flávia Domitilla era sobrinha do Imperador Domiciano, que no ano de 95 d.C., condenou seu marido a morte por práticas judias. Aqui também foram enterrados mártires como: Soldado Nereo e soldado Aquileo, condenados por serem militares cristãos.

São Sebastião.

Este terreno tinha uma inclinação. “kata kumbas” em grego significa “nas proximidades da descida”. Durante a Idade Média foram indicadas como as catacumbas de São Sebastião. Aqui foram encontradas relíquias que eram veneradas em nome do Apóstolo Pedro e Paulo. O mártir Sebastião, foi provavelmente um oficial do exército, condenado a morte por não ter negado a fé cristã, tendo o seu corpo atravessado por flechas.



A Basílica de São Pedro.


Foto de como era.


Foto como está hoje. 

Surge na região chamada antigamente de Ager Vaticanus, uma área considerada pouco saudável, por causa do pântano. o terreno foi adquirido no séc. I d.C., depois, O Imperador Calígula, nos anos 37 e 41 começou a construir um circo, que foi completado por Nero, imperador entre 54 e 68. A tradição diz que aqui foram assassinados e sofreram torturas, muitos cristãos acusados por Nero, também por terem provocado o incêndio em Roma. Entre estes cristãos estava São Pedro, que foi enterrado na colina Vaticana, perto de sepulturas pagãs. Nos primeiros anos do séc. IV, o imperador Constantino, governou de 306 a 337, construiu na região uma gigantesca basílica em louvor ao Príncipe dos Apóstolos. Este foi terminado em 349. Muitas vezes, a basílica foi restaurada e ampliada. Em 1506, foi novamente reformada. Até o séc. XVII a obra foi terminada. A nova basílica foi consagrada em 1626. No centro, o altar do Papa representa o coração e o centro da basílica e da Roma cristã, no local onde havia sido enterrado São Pedro.

Fonte: Guia de Reconstrução, Roma, monumentos, no passado e no presente, como era e como é, edizione portoghese, R.A. Staccioli.



Vestimenta romana.


O Mausoléu de Adriano em Roma. (Castelo de Santo Ângelo).


O imperador Adriano mandou construir um mausoléu para si e seus sucessores. Este deveria ser um monumental sepulcro. Surgia ao lado do rio Tibre, as margens do Campo Vaticano. Iniciada a obra em 130 d.C.. No alto foi colocada uma escultura do imperador sentado numa carruagem, feita em bronze. Adriano foi sepultado no mausoléu um ano após a sua morte, em 139 d.C.. Depois dele, foram enterrados ali, membros da casa real e todos imperadores que sucederam até Calígula, o último a ser sepultado ali em 217 d.C.. (Castelo de Santo Ângelo).


O mausoléu, no séc. V, virou estrutura de defesa militar pelo imperador Onório. Inseriu nas Muralhas Aurelianas. No séc. X, virou uma torre fortaleza, conhecida como Castelo de Sant’Angelo. Por causa da defesa dos Palácios Vaticanos. 

Fonte: Guia de Reconstrução, Roma, monumentos, no passado e no presente, como era e como é, edizione portoghese, R.A. Staccioli.


O Pantheon Romano como era.


Templo dedicado a todos os Deuses do Olimpo. Construído no campo de Márcio, por Marco Vipsanio Agrippa entre 27 e 25 a.C.. Templo de origem grega. Mas este não corresponde ao que vemos atualmente. Reconstruído ente 118 e 125 d.C., pelo imperador Adriano, porque o construído por Agrippa foi destruído por um incêndio no ano 80 d.C..


Fonte: Guia de Reconstrução, Roma, monumentos, no passado e no presente, como era e como é, edizione portoghese, R.A. Staccioli.


Pantheon em 2014.







Túmulo de Vittorio Emanuelle, Padre della Patria. Pantheon.


Túmulo do Rei Umberto da Itália. Pantheon.


Túmulo do Rei Umberto da Itália. Pantheon.










Pantheon.


O Circo Máximo Romano como era.


Fundado pelo Rei Tarquínio Prisco, no lugar onde teria acontecido o lendário “Rapto das Sabinas” e destinado a corrida de carruagens, o Circo Máximo pode ser considerado, o maior local para espetáculos de todos os tempos. Havia lugar para 300.000 espectadores. A última reconstrução foi no período do Imperador Trajano, em II séculos depois de Cristo. Depois foi ampliado pelo Imperador Caracalla e restaurado por Constantino. Em 357 d.C., Constâncio II decorou-o. A “espinha” do Circo, ficava no meio dividindo a arena, onde ao redor corriam as carruagens. Nas competições, as carruagens deveriam completar 7 voltas em torno da arena. As arquibancadas eram divididas em 3 setores. No último setor em cima, ficavam as pessoas de classe menos favorecidas. Estas arquibancadas eram em madeira, e seguidamente, ocorriam terríveis quedas, matando muita gente. Acredita-se que no período de Antonio, teriam morrido 1112 pessoas numa queda. A Igreja dizia que os degraus das arquibancadas eram freqüentados por pessoas pouco honestas. O último espetáculo que se sabe ter acontecido, foi no século V d.C., organizado pelo Rei dos Godos Tótila, no ano de 549. Depois disso a arena foi abandonada e sofreu ataques de roubos e destruição. Os 2 obeliscos, foram removidos e colocados na “Piazza Del Popolo”, praça do povo e praça de São João de Latrão, a mando do Papa Sisto V, onde se encontram ainda hoje.

Fonte: Guia de Reconstrução, Roma, monumentos, no passado e no presente, como era e como é, edizione portoghese, R.A. Staccioli.


O Teatro Romano de Marcelo.


No período republicano evitavam a construção de teatros porque eram consideradas imorais as apresentações e iam contra a ética dos cidadãos. No final da república, Pompeu decidiu construir um teatro. Mais tarde foram construídos o Teatro de Balbo e o de Marcelo, o único visível ainda hoje. Localizado entre o Capitólio e o Rio Tibre. Iniciado por César e terminado por Augusto em 11 a.C.. Este teatro recebeu em homenagem o nome do sobrinho do imperador, Marcelo.

Na idade Média, foi utilizado como castelo de defesa, pelas famílias dos barões romanos. No séc. XVI, foi transformado num palácio da família Caetani. O teatro fica próximo ao Templo de Apolo.

Fonte: Guia de Reconstrução, Roma, monumentos, no passado e no presente, como era e como é, edizione portoghese, R.A. Staccioli.


A Domus Aurea Romana.


Mapa domus aurea.

Em 64 d.C., um incêndio destruiu a zona do Circo Máximo e a maior parte do centro de Roma. O desastre facilitou a construção da Domus, edificada como uma mansão pelo esplendor da decoração, ficou conhecida como Aurea. Esta ocupava o espaço onde hoje está o Coliseu. A decoração interior utilizava ouro e marfim, as flores eram enriquecidas com pedras preciosas.


Depois da morte de Nero em 68 d.C., os imperadores seguintes devolveram a cidade, muitas partes da Domus Aurea. Surgiram assim, o Coliseu com seus edifícios adjacentes para treino dos gladiadores, o hospital dos gladiadores, depósito de máquinas, termas públicas e uma casa de fabricação de moedas.

Fonte: Guia de Reconstrução, Roma, monumentos, no passado e no presente, como era e como é, edizione portoghese, R.A. Staccioli.


A Domus Aurea Romana.

foto de como está atualmente.


Os Fóruns Imperiais Romanos.
O aumento de instituições deu origem ao grande complexo de Fóruns Imperiais, no final da Idade Republicana. César, no ano de 54 a.C., decidiu ampliar a praça do Fórum Romano.


O Fórum de Trajano foi o último a ser construído, mas foi o mais solene de todos.


O Fórum de César.

Quando ele decidiu construir o seu fórum, ele teve que usar os seus prêmios conseguidos depois da conquista da Gália, porque o valor gasto na obra foi exorbitante. O templo foi inaugurado em 26 de setembro de 46 d.C.. Existia uma estátua de César e uma de Cleópatra.


O Fórum de Augusto.


O Imperador decidiu construir um fórum em sua homenagem. Destinado a sua exaltação. Queria continuar a tradição e marcar os feitos históricos de Roma, desejado e protegido pelos deuses. Ao centro da praça, estava a estátua de Augusto, representado numa posição solene.



Arco de Constantino.


Basílica Emília.


César.




Fórum Imperial Romano.



O Fórum Romano.
Centro comercial, político, religioso e jurídico da cidade durante a época Republicana. A origem do Fórum é ligada a transformação em organismo urbano dos primitivos povoados que surgiram sobre as colinas ao seu redor. Situado entre o Palatino e o Capitólio, entre a tardia Idade do Bronze e a primeira Idade do Ferro. Local de sagradas memórias. Ao redor dele começaram a se erguer as primeiras cabanas e um cemitério. Depois virou o coração da cidade no séc. VII a.C.. Ao lado templos para os deuses foram construídos.






Fórum Imperial Romano.





Monte Capitolino.


Fontana Di Trevi.





Colonna.


A Praça como era.


a Praça como está. A estrutura da praça continuou assim por muitos anos. Mais tarde, foram construídos novos templos para os deuses. Templo de Vespasiano e Tito e de Antonio e Faustina. O elemento de ruptura foi construído depois com uma estátua de Domiciano, no centro da praça. Aqui passavam as procissões religiosas e os sacrifícios aos deuses, como também os cortejos fúnebres.


Os Templos de Saturno e da Concórdia como estão.
Um dos mais antigos santuários de Roma. Local onde guardava o tesouro do estado. O templo de Concórdia, era a sede do arquivo de estado. Este também serviu para abrigar obras de arte, como se fosse um museu.


Na loja do Gepeto criador do Pinóquio.



Acima A Basílica Emília antes.


A Basílica hoje. 
A única basílica a ser conservada. Sua função era abrigar pessoas, pois era aconchegante e coberto. Também servia para transações comerciais. Construída em 179 a.C., destinada aos banqueiros. Sob o chão ainda é possível ver rastros de um incêndio ocorrido em 410 d.C., quando Roma foi invadida e saqueada pelos Visigodos comandados por Alarico. Aqui também teria ocorrido o acordo de pacificação entre romanos e sabinos, após o famoso “rapto das sabinas”.


Os Templos de César e dos Castores antes.


Os Templos hoje. 
Logo após a morte de César, o Senado mandou erguer uma coluna no local onde ele havia sido cremado. Foi terminado depois de muito tempo, no ano de 29 a.C., e foi dedicado ao Divo Júlio. Ao lado surgia o Templo dos Castores. Construído por causa de uma lenda, sobre uma batalha dos romanos contra os etruscos e latinos. Dois belos jovens levaram os romanos a vitória. Muito tempo depois dos belos jovens foram avistados no fórum, enquanto davam água aos seus cavalos. A todas as pessoas que pediam notícias da batalha, eles respondiam exatamente como foi. Depois disso eles, desapareceram. Todos juravam ser os Dióscuros, ou seja, de Cástor e Pólux, filhos de Zeus. Aulo Postumio Albino, comandante da cavalaria romana, no dia da visão, 15 de julho de 449 a.C., dedicou a este motivo a construção do templo, aos gemes divinos. Na base, depois abriram lojas, cabeleireiros, joalherias e agências de câmbio.


O Templo de Vesta e o Arco de Augusto antes.


Os templos hoje. 
No ponto onde começa a praça surgia um grande templo para os habitantes. Dedicado a deusa do lar público do povo romano. O Templo de Vesta era conservado pelas vestais que mantinham o fogo sagrado aceso, expressão e símbolo da vitalidade da cidade de Roma. Ali também eram conservados os objetos sagrados, como uma imagem da deusa Minerva, que segundo a lenda, Enéas teria trazido de Tróia como garantia ao seu império. O templo tinha forma redonda, por causa do ambiente doméstico. Na frente tinha o arco de Augusto por causa das vitórias de Augusto sobre Antônio e Cleópatra na batalha do Àzio em 31 a.C..


Piazza Navona em 2014. 

Local onde foi gravado o filme: Anjos e Deônios com o ator Tom Hanks.


Piazza Navona. Fontana dei quattro fiumi.






Stadio di Domiziano.


Brócolis Romano. 




Sant Eustaquio.


Pigna.


Afresco no Pallazo Barberini.






A Casa das Vestais como era.


A casa hoje. 
Junto ao Templo de Vesta ficava a Casa das Vestais, a residência das sacerdotisas, encarregadas de manter o fogo sagrado aceso no Templo. Elas eram sempre em número de 6. Elas entravam no sacerdócio entre 6 e 10 anos e deveriam ficar virgens até os 30 anos seguintes. Eram escolhidas pelo Pontífice Máximo entre as famílias patrícias. Elas recebiam o dote do Estado e eram de grande honra. Se um condenado a morte encontrasse uma delas no dia da morte, ele seria perdoado. A pena para elas, se deixasse o fogo apagar, ou perdesse a virgindade, era de ser enterrada viva no Campo da Vergonha.


Acima a Basílica de Massêncio antes.


A Basílica hoje.
O imperador Massêncio não viu a Basílica terminar de ser construída. Porque morreu na Batalha de 312 d.C., contra o exército de Constantino. Dentro colocaram uma enorme estátua em mármore e bronze, de Constantino. Um terremoto, ocorrido em 1349, destruiu parte da Basílica. Uma das colunas foi removida, a mando do Papa Paulo V, para a praça de Santa Maria Maior em 1614.

Fonte: Guia de Reconstrução, Roma, monumentos, no passado e no presente, como era e como é, edizione portoghese, R.A. Staccioli.


Vista da antiga cidade de Roma. 


Castelo de Santo Angelo.











Castelo de Santo Angelo. Pátio das catapultas e munições.




Topo do Castelo de Santo Angelo. 





Palácio da Justiça de Roma.









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